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Aliciantes no Moçambola estão descodificados

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Um Desportivo renovado e ambicioso é o que se pretende para o presente ano, mesmo competindo na divisão secundária. A direcção do clube, treinadores e dirigentes mostraram-se optimistas sobre a consecução dos seus objectivos, que passam por conseguirem retornar ao Moçambola em 2014, sob comando do técnico de Artur Semedo, que preferiu aceitar um

desafio diferente porque este ano não se sentia estimulado para estar no Moçambola.

O técnico Artur Semedo é a maior certeza do Desportivo na versão 2013. Dos adjuntos da época passada fica de fora Samuel Chichava, que foi contratado pela HCB, onde esteve a trabalhar em 2011.

 

Com o início dos trabalhos perspectivado para esta semana, a direcção do Desportivo apresentou o seu plantel para este ano, que não vai contar com Dário Monteiro, que pôs termo à sua carreir; Zainadine Júnior, Nando, transferidos para a Liga Muçulmana; Cândido, que reforçou o Ferroviário de Maputo; o guarda-redes Victor, referenciado no Ferroviário de Nampula; Nelsinho, Jaimito, Elísio, Chessman e Leonel, com o futuro ainda desconhecido.

Dos reforços, o destaque vai para Marcelino (ex-Incomáti), Chana, Aníbal (ex-Chibuto), Freddy, Joca, Alone, Manecas, que jogaram no Chingale na época transacta. Segundo apurámos, outros jogadores vão ser integrados, mas deverão ser observados nos primeiros dias de trabalho.

desafioentrevistou Artur Semedo para dele saber os motivos que o levaram a decidir-se pelo Desportivo, após a despromoção e tendo em conta as dificuldades que vai enfrentar para a luta pelo regresso ao Moçambola.

 

COLOCOU O DESPPORTIVO

SEMPRE EM PRIMEIRO LUGAR

 

– Decidiu-se por orientar o Desportivo na divisão secundária. O que pesou nessa decisão?

– É uma decisão tomada com consciência, ainda no decorrer do campeonato, embora não tivesse feito essa manifestação a ninguém, nem mesmo aos directores do Desportivo, mas porque projectava um desafio importante na minha carreira, visto que no Moçambola os aliciantes para a minha continuidade quase todos estão descodificados. Pode ser que algumas pessoas pensem que do ponto de vista profissional é um decréscimo; uma etapa inferior na minha carreira mas, na verdade, este é um desafio diferente. Já experimentei quase tudo no Moçambola, na maioria dos principais clubes deste país e na selecção nacional. Creio que um desafio como este apresenta características diferentes e mereceu a minha escolha.

– Circularam informações segundo as quais teria sido solicitado para treinar outros clubes. Foram contactos directos ou foram meras especulações?

– Rejeitei alguns convites antecipadamente, embora tivesse equacionado alguns clubes, um dos quais chegou a endereçar-me o convite formalmente. Eventualmente, surgiu mais um. São clubes que até então nunca treinei e se apresentavam também como hipóteses por serem desafios também diferentes. Estes preâmbulos mereceram da minha parte alguma equação. Mas, na verdade, sempre considerei o Desportivo em lugar de destaque. Exceptuando estes três clubes, todos os outros nunca foram hipótese para a época 2013.

– No final da época passada dizia que pretendia fazer parte da edificação do novo Desportivo. Também foi este um aspecto aliciante para continuar?

– Naturalmente! Felizmente, a direcção do Desportivo endereçou-me o convite, que veio consubstanciar ao encontro do meu raciocínio. Quer os dirigentes do Desportivo, tal como eu, comungamos do propósito de edificar e consolidar um Desportivo diferente, assente em pressupostos mais profissionais.

– Essa decisão chega a ser considerada como afronta aos seus detractatores. Comunga dessa ideia?

– Todos aqueles que de forma comprometida relegaram o Desportivo ao segundo plano, fazendo a travessia num campeonato menos mediático, presumindo colocar em causa a minha reputação profissional, com esta decisão fiz-lhes a vontade. Não gostaria que eles esperassem e desesperassem, porque 2014 está ai à porta.

 

NÃO FICO PRESO

ÀS ASSINATURAS

 

– Chegou a propalar-se que já tinha assinado pelo Desportivo, por duas épocas, situação que acabou criando algum debate nas redes socias, nos cafés e outros locais de debates sobre o futebol, quando veio a terreiro dizer que ainda não o tinha feito…

– Na verdade, não assinei compromisso nenhum e por norma não o tenho feito. Foram poucas as vezes em que rubriquei um contrato com um clube, mas nem por isso deixo de estar de corpo e alma nos projectos que assumo. Neste caso concreto, fá-lo-ei brevemente, mas eu não fico preso às assinaturas porque penso que o melhor contrato é o compromisso, o respeito pela vontade de ambas as partes. Isso para mim é religioso. Pena que no nosso país a seriedade não esteja ao virar da esquina e isso, muitas vezes, traz alguns dissabores. Tenho de dizer que não estou preocupado com isso e, se tal acontecer de novo, na primeira hora recolho-me e vou para casa.

– O Desportivo ficou sem vários jogadores que eram preponderantes no ano passado. Será que o plantel de que dispõem lhe dá garantias para conseguir levar o Desportivo de volta ao grande convívio do futebol no próximo ano?

– Estou a fazer um plantel para 2013 e a pensar no ano seguinte, que pode ser a disputa do Moçambola. São jogadores, na sua maioria, jovens e com talento, bastante promissores e que precisam de ser potenciados. Este plantel dá-me garantias absolutas de fazer uma boa campanha este ano, traçando horizontes para 2014. Fizemos estas contratações a projectar o Moçambola-2014.

– O campeonato da cidade é sempre muito difícil. Como espera encará-lo?

– Difícil não será o campeonato, mas a lógica subjacente a esta competição, ou seja, campos impraticáveis, alguns agentes desportivos paupérrimos, porque medíocres já os temos no Moçambola. Esta é a competição onde o rigor é quase nulo. O interesse e a mediatização da modalidade são fracos. Portanto, esse é o principal desafio que vou ter pela frente e terei continuar a reeducar-me para viver em circunstâncias extremamente penosas, simultaneamente motivar os jogadores num quadro concepto-metodológico dramático para atingir a superação.

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SN-GRÁFICA

Moçambola 2019

Pos Equipe J V E D GC GM Pts DP
1. C. do Sol 30 20 6 4 25 56 64 +31
2. UD Songo 30 19 3 8 29 47 59 +18
3. Fer. Maputo 30 13 9 8 22 34 43 +12
4. Fer. Beira 30 12 9 9 25 34 43 +9
5. Fer. Nacala 30 12 5 13 31 28 40 -3
6. ENH 30 10 11 9 30 29 37 -1
7. LD Maputo 30 11 7 12 36 30 37 -6
8. Textafrica 30 11 7 12 30 22 37 -8
9. Des. Maputo 30 10 10 10 29 35 36 +6
10. Incomáti 30 10 10 10 31 29 36 -2
LD Maputo 5 : 4 Des. Maputo
Têx. Púnguè 1 : 1 Nacala
B. de Pemba 1 : 2 ENH
Chibuto 1 : 0 UD Songo
Fer. Nacala 1 : 0 Fer. Beira
Fer. Nampula 2 : 1 C. do Sol
Maxaquene 1 : 0 Fer. Maputo
Textafrica 1 : 1 Incomáti

Director: Almiro Santos
Chefes da Redacção:
Reginaldo Cumbana e Gil Carvalho

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