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Próxima final deve ser à melhor de “7”

Se é para defender o basquetebol;

Se é para promover “porrada” na quadra;

Se é para obrigar desenvolvimento à Russa*;   

A próxima final deve ser à melhor de "7”.

*Muitos anos depois da Revolução Industrial, a Rússia ainda era um país atrasado. Apercebendo-se do facto, a Rússia encetou uma política de desenvolvimento que correu contra o tempo. Não refinou, de forma natural, a sua tecnologia. Mas não perdeu o comboio. É isso que chamo de desenvolvimento à Russa.

No caso do nosso basquetebol, que se lhes meta valente “porrada” nas decisões dos títulos nacionais que em África não perderemos de qualquer maneira. Nossos jogadores chegarão ao Afrobasket rodados, sugados e prontos para a batalha.

Até podem perder, mas não serão partidos e facilmente domados.

E vos lembro. O basquetebol angolano não se fez com 10 equipas.

Nada disso. Desenganam-se os que assim pensam.

Aquilo fez-se assente no duelo titânico entre 1º de Agosto e Petro Atlético de Luanda. Foram anos de valente “porrada”; de treinadores competentes; de atletas usados até a exaustão; de direcções que muito investiram, etc, etc.

O resto veio a seguir. Mas quando esse resto veio, os alicerces já lá estavam.

Nós temos a sorte deste Ferroviário de Maputo – Ferroviário da Beira, que se joga pela terceira vez em quatro anos, nos revelar que o centro do nosso basquetebol estar em duas cidades, nomeadamente Maputo e Beira.

Temos a sorte de rivalidades assentes em questões regionais e afins. Mal quero falar de questões étnicas e políticas. Não! Disso não falo, mas seria redutor pensar que isso não alimenta a rivalidade desportiva. Os dados estão lançados.

Hoje fecha a história da época 2016/2017.

É isto que defendi durante muitos anos. Posso me declarar o homem mais feliz do país, porque se esta era uma causa, a da mudança do calendário da nossa época basquetebolística, então eu ganhei. Lembro-me como se fosse hoje de ver o antigo presidente da Federação Moçambicana de Basquetebol (FMB), Ilídio Caifaz, me felicitar quando em 2012 a FMB, na época já liderada por Francisco Mabjaia, anunciou o novo calendário da época moçambicana.

E sei que Caifaz felicitou-me porque compreendeu que, para mim, esta questão de mudança do calendário da nossa época de basquete era uma causa.

É que depois da “porrada” desta noite, não há jogador que vai relaxar na praia. Os melhores, esses sim, chegam à Selecção Nacional em forma para enfrentar o Afrobasket este ano conjuntamente organizado por Senegal e Tunísia. Porque em verdade vos digo, temos basquetebol suficiente para estar a meio da tabela classificativa em África. Falta encher nossos atletas de jogo que baste antes de cada Afrobasket.

Mas continuo a querer mais.

Continuo a não me contentar com pouco.

Espero que as próximas finais, a começar com a da época 2017/2018, seja jogada à melhor de “7” jogos.

Há que prolongar o prazer ou a agonia.

Narciso Nhacila

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Moçambola 2019

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Moçambola 2019

Pos Equipe J Pts V E D GM GC
1. C. do Sol 23 46 14 6 3 41 19
2. UD Songo 20 38 12 3 5 30 17
3. Fer. Beira 23 34 9 9 5 25 17
4. Fer. Maputo 23 33 10 8 5 25 15
5. Textafrica 23 30 9 5 9 18 25
6. Fer. Nacala 22 29 8 6 8 23 23
7. ENH 22 28 7 9 6 23 24
8. Incomáti 22 28 8 7 7 22 24
9. Chibuto 23 27 8 5 10 22 24
10. LD Maputo 23 27 8 5 10 19 24
11. Maxaquene 22 26 7 8 7 23 22
12. Des. Maputo 23 25 7 8 8 26 20
13. Nacala 22 25 7 7 8 22 23
14. Fer. Nampula 23 23 6 7 10 26 29
15. B. de Pemba 23 19 5 6 12 20 36
16. Têx. Púnguè 23 11 2 7 14 13 36
LD Maputo 1 : 1 Fer. Nampula
Incomáti 1 : 1 Chibuto
Des. Maputo 0 : 0 Nacala
Fer. Beira 1 : 1 UD Songo
Fer. Maputo 1 : 2 C. do Sol
Fer. Nacala 4 : 0 Têx. Púnguè
Maxaquene 1 : 0 B. de Pemba
Textafrica 1 : 0 ENH

Opinão

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