DeaDline - Obrigado TVM e um abraço à malta do desafio!

Raimundo Zandamela
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O livro de Eclesiastes 9:5,10 refere que “os vivos sabem que irão morrer, mas os mortos não sabem absolutamente nada, nem têm mais recompensa, porque toda lembrança deles caiu no esquecimento. Tudo o que a sua mão achar para fazer, faça-o com toda a sua força, pois não há trabalho, nem planeamento, nem conhecimento, nem sabedoria na sepultura, o lugar para onde você vai.” Este versículo bíblico fez-me lembrar da minha falecida avó, Lúcia Mitanasse Tembe, pessoa de quem eu guardo profundas lembranças de quando em vida. Uma dentre as várias memórias que ainda jazem no meu consciente foi de ela ter dito que aos seus filhos e netos, antes perder a vida, que se quiséssemos oferecê-la algo, em particular flores ou um outro tipo de prendas, que fosse em vida e não morta… fiquei marcado, pois ela nem missas ou coisas afins queria. Ela gostava de conviver, elogiar e partilhar as suas experiências de vida com todos. Fui grandemente influenciado por esta forma particular de ser da vovó Lúcia. Aprendi que as pessoas devem ser reconhecidas ainda em vida e não depois de perderem o fôlego da vida. É verdade que até certo ponto as obras deixadas pelos finados são exaltadas. Devemos amar, elogiar, oferecer presentes sem que necessariamente seja em datas festivas ou algo parecido. Na academia, ao longo dos semestres, na Escola de Comunicação e Artes e na Escola de Jornalismo, aprendi várias regras elementares sobre o jornalismo. Uma delas é esta: o jornalista não é o foco da notícia. Ele torna-se interlocutor, não o assunto principal. “Mas afinal, o jornalista é ou não é um profissional importante para a sociedade? Ou o jornalismo ainda é um discurso relevante na contemporaneidade? A resposta para essas questões é: depende. Não morreríamos sem os jornalistas e sem o jornalismo. Mas as relações sociais construídas na modernidade passariam por profundas mudanças sem eles.”- esta questão é levantada pela académica Roseli Figaro, num artigo publicado a 10 de Agosto de 2014.

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