ABEL XAVIER TEVE APENAS DEZ VITÓRIAS EM 28 JOGOS

Por: JOCA ESTÊVÃO
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Fotos de Arquivo
 
No final da campanha de qualificação ao CAN-2019, os Mambas de Abel Xavier em vinte e oito jogos (incluindo os jogos particulares) só venceram por dez vezes, o que significa que não conseguiram ter cinquenta por cento das vitórias nos referidos jogos. Os Mambas somaram 12 derrotas e empataram em seis ocasiões. Nas mãos de Abel os Mambas marcaram 29 golos em vinte e oito jogos, uma média de 1,04 golos por jogo. O combinado nacional sofreu 36 golos no mesmo número de partidas, média de 1,29 golos por jogo. Recorde-se que a Federação Moçambicana de Futebol (FMF), chefiada por Alberto Simango Jr., contratou Abel Xavier para reverter uma situação que se julgava “fora das órbitas”. O contestado moçambicano, que fizera toda a sua vida fora do país, entrara para o comando dos Mambas numa altura em que a qualificação ao CAN2017 era uma miragem, na sequência das duas primeiras derrotas frente ao Ruanda, em pleno Estádio Nacional do Zimpeto, que levaram à demissão de João Chissano, e diante das Maurícias, todas pelo mesmo resultado (1-0). Abel acreditou que em quatro j o - gos Moçambique teria condições de se qualificar. No primeiro confronto, lembre-se, perdeu no Gana por 3-1, depois de uns sinais de mudança de mentalidade na equipa, dizia-se. Seguidamente empatou no Zimpeto a um golo com o mesmo Gana, numa agradável partida de se ver, vencendo as partidas seguintes contra as equipas que haviam derrotado Moçambique nas primeiras partidas, designadamente o Ruanda, por duas bolas a uma, e Maurícias, por um golo. Desta feita, os Mambas da era Abel Xavier faziam assim sete pontos em doze possíveis, o que lhes conferia o segundo lugar, mas não suficiente para se qualificarem em função da cláusula do segundo melhor classificado. Os resultados conseguidos por Abel, na sua estreia, mudavam, de certa forma, a maneira como a maioria dos analistas e adeptos o classificavam e para se mostrar diferente fez o mapeamento pelo país de seleccionáveis, como forma de encontrar alternativa àqueles que eram até à altura os donos e senhores dos Mambas.
 
 
 

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