RAPARIGAS DESISTEM CEDO DEVIDO À FRACA PERSISTÊNCIA E MOTIVAÇÃO

Por: SALVADOR NHANTUMBO

O número de atletas do sexo feminino praticando ténis reduziu drasticamente desde os Jogos Africanos que Moçambique acolheu em 2011 e isso já constitui motivo de preocupação face a um fenómeno que Laura Nhavene, esta que é a maior referência da modalidade enquanto única com um título africano neste desporto considerado de elite, associa à fraca persistência que acaba se reflectindo mais na rapariga devido aos outros problemas de ordem sociocultural que fazem-na desistir muito cedo de competir.

Depois de Laura Nhavene, Cláudia Sumaia e Kyara Maher, esta última já fora de competições, são as únicas que já honraram o país com medalhas de prata nos Jogos da Comunidade dos País da Língua Portuguesa (CPLP) que Moçambique acolheu em 2010. Sumaia goza de uma bolsa de estudos e desportiva nos Estados Unidos de América, sendo a tenista mais cotada em títulos nacionais e presenças internacionais dos últimos anos. A sua ida ao estrangeiro coloca, depois da saída de Kyara Maher, o ténis sénior feminino com apenas duas atletas. São elas Marieta Nhamitambo, actual campeã nacional, e Ilga João, vice-campeã nacional. As restantes tenistas são Ana Vassilis, Helen Khumalo e Cláudia Guilande, todas juniores, e que face ao número insignificante de seniores competem também neste escalão.

Sem acordar e nem discordar que o ténis feminino esteja em extinção, Laura Nhavene, a única entre os moçambicanos que foi campeã africana de juniores entre 1988 e 1989, em Abidjan, na Costa do Marfim, título que lhe conferiu uma bolsa de estudos nos Estados Unidos da América, onde fez maior parte da sua carreira como atleta antes de regressar ao país, em 2000, relaciona a fraca participação de raparigas também com a falta de informação e motivação, o mesmo problema que afecta os rapazes, já que é uma modalidade ainda muito desconhecida ao nível nacional e que necessita de muito apoio dos pais e encarregados de educação.

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