Das Pradarias aos píncaros da fama

Por:Reginaldo Cumbana
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Foto de Arquivo
É exactamente isso. O músico Chico António, autor de “hits” como “Baila Maria”, “Hantlisa Maria”, “Mercandonga” e outros, emergiu das pradarias de Magude aos píncaros da fama, numa trajectória que começa com uma fuga da sua terra natal para Lourenço Marques, onde as oportunidades se foram sucedendo de lá para cá, até o tornarem num renomado músico, com mais de 40 anos de carreira.
 
DESPORTISTA DOS OITO AOS 20 ANOS DE IDADE
Com Chico, viajámos pelo deporto e pela sua arte e ele começa assim: – “Antes de ser músico pratiquei várias modalidades, dos meus oito aos 20 anos, na Missão São José da Lhanguene, em Maputo. Joguei futebol, basquetebol, voleibol e hóquei em patins, porque era obrigatório. E ainda bem que era obrigatório, até porque o desporto é uma arte que exige disciplina, persistência e respeito para connosco mesmos e para com aqueles que nos orientam, assim como a música. Portanto, sou produto do desporto e desde cedo aprendi a obedecer regras. É como a tropa. Para se ser um bom soldado, um bom “soldier”, tens que ter disciplina e saber obedecer”. – Sem disciplina morres prematuramente… – “Exacto. Morres. Não chegas lá. É por isso que a gente vê jogadores que prometem, mas basta marcarem três golos e ganharem um pouco de fama pensam que é tudo, já não se dedicam e nem se respeitam, acham que são os tais e acabam cedo. Esquecem-se que o desporto morre onde acabam as forças”.

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