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Quero um modelo de jogo que depende mais de mim

César Langa

Foto de Luís Muianga

Nas suas abordagens, desde que cá chegou, Abel Xavier fala da pretensão de fazer alteração do modelo de jogo, tendo em conta que trabalha, igualmente, com a Selecção Sub-23. Defende a criação de identidade própria da Selecção, num percurso que espera seja transversal.

Trata-se de um processo que leva seu tempo e que poderá atravessar algumas dificuldades  devido à escassez de jogadores especiais para determinadas posições no futebol moçambicano, facto que motiva o recurso ao mercado externo, com a contratação de jogadores estrangeiros para o Moçambola.

– Como pretende introduzir alterações, tendo em conta que terá selecções mais jovens como as sub-20 e sub-17 sob a responsabilidade de outros treinadores, para além dos jogadores serem formados ao nível dos seus clubes?

– O segredo estará na articulação. Aquilo que eu tenciono fazer já foi feito noutras selecções. Eu acho que quando se quer criar uma identidade própria, na Selecção Nacional, temos que criar um modelo de jogo que seja transversal. Obviamente que o ideal seria começar por uma base. Nós começamos em sub-17, mas há países como Portugal que começam em sub-15. Se nós falarmos de quatro ou cinco anos de formação de jogadores jovens nos clubes, também podíamos estar a falar de quatro ou cinco anos de formação na selecção. 

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