Hunt e Keish juntam-se a Xavier na corrida à vaga de seleccionador

Numa edição anterior, o semanário desafio avançou o nome do luso-moçambicano Abel Xavier para seleccionador, provocando uma grande onda de protestos pelos demais adeptos e gestores desportivos, surgindo, igualmente, interpretações de vária ordem nas redes sociais, algumas em protesto a possibilidade do cidadão português nascido em Nampula vir a estar a frente dos Mambas.

Recorde-se que em alguns comentários sobre a informação avançada sobre a aposta da FMF no homem, que durante a sua carreira futebolista demonstrou ter carácter irreverente, leu-se alguma tendência a desvalorização do veiculado pelo maior e único órgão de comunicação desportivo do país, ajuntando-se algumas farpas ao autor das linhas do texto com o título, Abel Xavier está a um passo dos Mambas.

Na semana passada, Alberto Simango Júnior não desmentiu a possibilidade do técnico de aparência extravagante (cabeleira pintada) vir a treinar a seleccionador nacional, confirmando ter havido uma conversa com o luso-moçambicano, em Portugal, mas referiu que não é o único candidato, havendo outros nomes.

O presidente da FMF revelou ao desafio que na sua estada por terras lusas estabeleceu, igualmente, uma conversa com o outro luso-moçambicano, Daúto Faquirá, nascido há 50 anos em Inhambane, e que fez a sua carreira de treinador na terra de Camões desde 1995, treinando o Sintrense, onde fez boa parte do seu percurso como futebolista até 1992, em clubes como o Odivelas, Barreirense, Estoril, Estrela da Amadora, Vitória de Setúbal e Olhanense, em Portugal, e 1º de Agosto (Angola).

Todavia, num contacto da nossa Reportagem em Portugal, o treinador, que já trabalhou com o futebolista Cissoko, a quem foi buscar a França para o Vitória de Setúbal (depois foi para o FC Porto), Jardel (Benfica) e Wilson Eduardo (Sporting de Braga), não confirmou existir nenhum contacto com a FMF, nem ter havido qualquer conversa com o seu empresário para projectos ligados ao país que o viu nascer.