A jóia dos Mambas que veio de Angónia

O jovem avançado Luís Miquissone vai deixando ficar claro que tem talento suficiente para ser reconhecido como uma unidade a ter em conta no nosso futebol actualmente e no futuro. Depois de o jogador do HCB do Songo já ter representado os sub-20 e sub-23 de Moçambique, vestiu a camisola dos “Mambas” num amistoso contra o Botswana, marcando um dos golos da vitória do combinado nacional. O seleccionador nacional não resistiu ao seu talento e voltou a chamá-lo para os “Mambas”, desta vez para o torneio da COSAFA. Foi titular logo no primeiro jogo, metendo muitos adversários no bolso. O adversário foi o Malawi, enfrentando o seu colega de equipa Frank Banda e ainda Chimango Kaira, do Costa do Sol, uma selecção que teve o seu colega Swini, no HCB, e Zicco, no banco contrário.

No final dessa partida, Luís era um homem feliz porque, apesar do empate no tempo regulamentar, Moçambique conseguiu passar à eliminatória seguinte, na transformação das grandes penalidades. Na segunda partida foi determinante para a vitória dos “Mambas”, fazendo um bom jogo e cruzando para o coração da área onde apareceu Parkim a desviar para o golo da vitória.

Consegui realizar o meu sonho de infância, que era jogar pela Selecção Nacional, defrontando outras selecções, com jogadores bem referenciados. Alegrou-me bastante. Sei que é bastante difícil ter essa oportunidade, mas eu conquistei-a. Foram bons momentos, disse Luís, jogador sempre destemido e determinante na abordagem dos lances.

Há, no entanto, uma situação neste torneio que o entristeceu: não ter conseguido, uma vez chegado à final, conquistar a prova. Luís, como todos os moçambicanos, esperava vencer a partida contra a Namíbia e escrever com letras de ouro a sua passagem no primeiro torneio oficial ao serviço da selecção.

Chegámos à final, mas não ganhámos. Foi triste. Quando passámos das meias-finais, acreditámos que era possível vencer, mas tivemos problemas de concentração em momentos capitais e sofremos dois golos, lamentou Luís, que refere que daqui para frente tudo vai depender do treinador. Vou lutar para ajudar a selecção. Sempre que for convocado, vou dar tudo o que posso para ter um lugar no onze, independemente de quem estiver lá, mas não esqueço que a última palavra será sempre do treinador, realçou.

QUALIFICAÇÕES PARA OS CANs

No futebol não jogam nomes

O avançado do HCB acredita que a Selecção Nacional pode conseguir bons resultados nas duas competições em que está inserida, nomeadamente as qualificações para o CAN Interno e CAN-2017, e qualificar-se para a fase final das duas competições.

Estamos todos imbuídos de espírito de vitória. Esse facto fortalece-nos. Não há equipas grandes. E digo mais: no futebol não jogam nomes. Todos temos as mesmas possibilidades quando entramos em campo. Já se provou isso. Os nossos adversários nunca estão tranquilos quando nos vão defrontar. Por isso acho que temos condições para nos qualificarmos, independemente do adversário que vamos ter pela frente, referiu Luís.