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Acordo com FMF obriga C. do Sol a iluminar 1º de Maio

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O Estádio 1º de Maio, Standard Bank, por força de um acordo assinado entre a Federação Moçambicana de Futebol e o Clube de Desportos da Costa do Sol, devia, a estas alturas, ter iluminação para se fazerem jogos à noite, mas já lá vão quase sete anos sem que se mexa uma palha sobre o assunto.

Dados apurados pela Reportagem do desafio junto de uma fonte que esteve por detrás da assinatura do acordo entre a Federação Moçambicana de Futebol e o Costa do Sol referem que estes factos são verídicos e ocorreram aquando das negociações para a colocação da relva sintética no campo dos “canarinhos”.

Numa das cláusulas do contrato, a Federação Moçambicana de Futebol disponibilizava-se a colocar relva sintética no campo do Costa do Sol e esta colectividade, em contrapartida, disponibilizava-se a colocar os postes e os holofotes para a iluminação do Campo do 1º de Maio, Standard Bank.

O Costa do Sol assumiria esse compromisso depois do aval que a empresa Electricidade de Moçambique, parceira principal do clube, deu para avançar com o negócio e seria esta empresa a executar a obra.

Embora não tenham sido revelados os valores da colocação dos postes e dos holofotes, uma fonte da Federação Moçambicana de Futebol que esteve nas negociações adiantou ao desafio que o valor rondava os 150 mil dólares.

O acordo ocorreu na época em que José Neves era presidente do Costa do Sol e Rui Tadeu director executivo.

A Federação Moçambicana de Futebol nunca tornou público este assunto e mesmo o 1º de Maio só soube desta beneficiação pouco depois de estarem concluídas as obras de colocação da relva sintética no Costa do Sol.

Assim, a promessa do Costa do Sol arrasta-se há sete anos e na colectividade ocorreram alterações a nível directivo com a saída de José Neves como presidente do clube e a entrada de Augusto Sousa como novo presidente, não se sabendo se este dossier terá sido passado à nova direcção do clube.

Ademais, dentro das instalações do clube 1º de Maio foi colocado um PT (posto de transformação de energia) que não só serve para o campo como também para os bairros circunvizinhos.

 

DAS RUÍNAS

NASCEU O CAMPO

 

Recorde-se que as instalações do 1º de Maio chegaram estar em ruínas. A vedação tinha sido derrubada. O campo e outros terrenos anexos tinham sido transformados em barracas, não havia iluminação nem água.

A intervenção da FMF foi quase que de raiz. A primeira acção foi vedar a área toda, depois seguiram as obras construção do campo propriamente dito, as bancadas, os balneários, numa parceria a que se juntou o Standard Bank, ficando o 1º de Maio com instalações novas.

Com o 1º de Maio, a Federação Moçambicana de Futebol, na altura a braços com dificuldades em ter um local para os treinos das selecções nacionais, assinou um acordo que previa, entre muitas coisas, a utilização daquelas instalações, acordo esse que continua a vigorar, apesar de já estar disponível o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ).

Quem saiu beneficiado desta parceria é o 1º de Maio, que não tinha e nem conseguia mobilizar fundos para a reestruturação do campo e muitos dos seus sócios praticamente tinham abandonado o clube.

Actualmente, a equipa principal de futebol e os escalões de formação do 1º de Maio treinam e fazem os seus jogos neste recinto e dentro de alguns anos a Federação Moçambicana de Futebol entregará oficialmente aquelas instalações ao seu legítimo proprietário.

Muito recentemente houve um grupo de alegados sócios do clube que pretendiam reaver o campo, justificando que o clube não estava a tirar benefício daquilo que é seu, numa disputa que levou a Federação Moçambicana de Futebol a exibir o contrato que tinha com o clube, as suas cláusulas e a sua duração.

O movimento reivindicativo acabou por se dissipar e o 1º de Maio voltou à normalidade.

É neste campo onde alguns dos principais clubes do Moçambola disputam os seus jogos e para esta época se prevê que o Maxaquene e o Matchedje optem por este recinto, havendo como alternativa o Estádio Nacional de Zimpeto, que está disponível.

O Maxaquene optará por utilizar este campo porque o seu não tem o relvado em condições e a bancada central sombra foi destruída na sequência do negócio da venda fracassada. Enquanto isso, o Matchedje, que este ano regressou ao Moçambola, utilizará o 1º de Maio por ainda não possuir campo próprio 

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Moçambola 2019

Pos Equipe J V E D GC GM Pts DP
1. C. do Sol 30 20 6 4 25 56 64 +31
2. UD Songo 30 19 3 8 29 47 59 +18
3. Fer. Maputo 30 13 9 8 22 34 43 +12
4. Fer. Beira 30 12 9 9 25 34 43 +9
5. Fer. Nacala 30 12 5 13 31 28 40 -3
6. ENH 30 10 11 9 30 29 37 -1
7. LD Maputo 30 11 7 12 36 30 37 -6
8. Textafrica 30 11 7 12 30 22 37 -8
9. Des. Maputo 30 10 10 10 29 35 36 +6
10. Incomáti 30 10 10 10 31 29 36 -2
LD Maputo 5 : 4 Des. Maputo
Têx. Púnguè 1 : 1 Nacala
B. de Pemba 1 : 2 ENH
Chibuto 1 : 0 UD Songo
Fer. Nacala 1 : 0 Fer. Beira
Fer. Nampula 2 : 1 C. do Sol
Maxaquene 1 : 0 Fer. Maputo
Textafrica 1 : 1 Incomáti

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Reginaldo Cumbana e Gil Carvalho

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