Nampula não terá jogos até à 7ª jornada do Moçambola

Votos do utilizador: 0 / 5

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa

A província de Nampula não terá jogos do Moçambola na presente temporada até à sétima jornada, devido à interdição do único campo que reúne condições para acolher a prova máxima do futebol nacional. Ainterdição surge na sequência dos desacatos e actos de vandalismo que ocorreram no jogo entre o Ferroviário de Nampula e o FC Chibuto, a contar para a última jornada.

O jogo foi interrompido pelo árbitro Arão Júnior por falta de segurança à integridade das pessoas, numa altura em que o FC Chibuto estava a ganhar por uma bola a zero.

O Conselho de Disciplina da Liga Moçambicana de Futebol, recorde-se, analisou os factos ocorridos com base no relatório do árbitro e do delegado do jogo e decidiu castigar o Ferroviário de Nampula interditando o seu campo por uma período de cerca de dois meses, que vai cobrir sete jornadas.

O Desportivo de Nacala, que ascendeu ao Moçambola, acaba por apanhar por tabela esta decisão, uma vez a interdição do campo do Ferroviário de Nampula o afectar, dado que é lá onde programou os seus jogos para este ano por Nacala não possuir um único piso relvado.

Assim, não se sabe até agora qual será a decisão a tomar por parte das duas equipas, sabendo-se que já foram avançadas duas delas. Estas:

- fazer todos os sete jogos em casa dos adversários, com o compromisso de esses adversários fazerem os jogos da 2ª volta já em Nampula;

- indicar uma outra província que tenha um campo relvado onde as duas equipas possam realizar os seus jogos, longe dos seus sócios e simpatizantes.

Há ainda a hipótese da cidade de Quelimane, mas o relvado sintético não estará, ao que tudo indica, pronto para acolher jogos.

 

AGRAVA-SE

A FALTA DE CAMPOS

A falta de campos agrava-se ainda mais na cidade da Beira, onde aquela urbe vai se fazer representar por três equipas, nomeadamente o Ferroviário local, o Têxtil de Púnguè e o Estrela Vermelha.

Existem apenas dois campos para acolher os jogos das três equipas: o já conhecido Caldeirão do Chiveve e o campo do Ferroviário da Manga.

Mesmo estes dois campos já estão a apresentar carecas no seu relvado e a exigirem que sejam regados com regularidade, pois a relva de verde está a apresentar um aspecto de queimado e quase que já sem vida.

O Têxtil de Púnguè e o Estrela Vermelha terão que negociar com os donos dos campos para viabilizar a sua participação no Moçambola.

 

MAXAQUENE VAI

VIVER DE ALUGUER

Com o processo da venda do seu campo já sem pernas para andar por agora e com o encerramento do campo da Machava e consequentemente a proibição da utilização por parte dos “tricolores”, os campeões nacionais vão ter que viver de aluguer de campos por algum tempo, por razões que têm, também, a ver com as adicionalmente seguintes:

- o seu campo viu a bancada central a ser destruída e o piso não recebeu beneficiações desde há quase dois anos.

Idêntica situação irá acontecer com o Matchedje, que regressa ao Moçambola, mas ainda sem campo.

Os militares já lançaram a primeira pedra, através do Ministro da Defesa Nacional, Filipe Nhusi, daquele que vai ser o seu complexo desportivo, na zona do Infulene, que inclui um estádio de futebol. Até à conclusão dessas obras o Matchedje vai ter, também, que alugar campos para fazer os seus jogos.

O Matchedje e o Maxaquene têm como alternativa o Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) e o campo do 1º de Maio.

As únicas equipas, na capital do país, que possuem campos próprios em condições de ser serem utilizados são o Ferroviário de Maputo, o Costa do Sol e a Liga Muçulmana, sendo que os dois primeiros são de relva sintética.

 

EM VILANKULO E CHIBUTO

NÃO HÁ CRISE, MAS…

As rotas de Inhambane e Gaza, mais concretamente em Vilankulo e Chibuto, não apresentam grandes problemas, uma vez que os clubes representantes destas duas vilas têm campos.

O mesmo acontece em relação a Tete, representada duplamente pelo HCB e pelo Chingale.

Porém, os campos do Chibuto FC, do Vilankulo, do HCB e do Desportivo de Tete, neste último onde joga o Chingale por aluguer, precisam de obras nos seus relvados, já que no ano passado houve queixas da qualidade dos pisos por parte dos jogadorese dos treinadores.

Publicidade
Subscreve se no Jornal Digital

Moçambola 2019

Pos Equipe J V E D GC GM Pts DP
1. C. do Sol 30 20 6 4 25 56 64 +31
2. UD Songo 30 19 3 8 29 47 59 +18
3. Fer. Maputo 30 13 9 8 22 34 43 +12
4. Fer. Beira 30 12 9 9 25 34 43 +9
5. Fer. Nacala 30 12 5 13 31 28 40 -3
6. ENH 30 10 11 9 30 29 37 -1
7. LD Maputo 30 11 7 12 36 30 37 -6
8. Textafrica 30 11 7 12 30 22 37 -8
9. Des. Maputo 30 10 10 10 29 35 36 +6
10. Incomáti 30 10 10 10 31 29 36 -2
LD Maputo 5 : 4 Des. Maputo
Têx. Púnguè 1 : 1 Nacala
B. de Pemba 1 : 2 ENH
Chibuto 1 : 0 UD Songo
Fer. Nacala 1 : 0 Fer. Beira
Fer. Nampula 2 : 1 C. do Sol
Maxaquene 1 : 0 Fer. Maputo
Textafrica 1 : 1 Incomáti

Director: Almiro Santos
Chefes da Redacção:
Reginaldo Cumbana e Gil Carvalho

Desafio é um Jornal desportivo, produto da Sociedade do Notícias.

O Jornal esta disponível em formato físico impresso, o mesmo pode ser lido em formato electrónico.

Play Store

AppStore

SNLogo2

Propriedade da Sociedade do
Notícias, SARL
Direcção, Redacção e Oficinas
Rua Joe Slovo, 55 • Cx.Postal 327
E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
( Tel's: 21320119 / 21320120 )
Topo
Baixo