R REPORTAGEM

Não sou mais competente que ninguém

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Com declarações imbuídas de humilde, Rogério Marianni assegura que, sem ter varinha mágica, vai tentar fazer um Chingale diferente, tentando garantir uma manutenção tranquila. Para isso vai ter que operar algumas mudanças, considerando que isso não fará dele mais competente que outros técnicos que passaram pelos canarinhos.

O novo técnico do Chingale, Rogério Marianni, já se encontra em Tete e já colocou as mãos à obra. Desde a passada quinta-feira. O ex-treinador das Águias Especiais, Benfica de Quelimane, Benfica de Nampula, Estrela Vermelha de Maputo, com passagem pelo Maxaquene, como director desportivo, e Vilankulo Futebol Clube, como director técnico, está a planificar e a estruturar a presente temporada, numa equipa que só garantiu a manutenção na penúltima jornada do Moçambola-2012 pela mão de Mussá Osman, depois de um início algo atribulado que motivou a saída de Sérgio Faife, que levara a equipa tetense à final da Taça de Moçambique na época anterior e garantindo uma manutenção tranquila no Moçambola desse mesmo ano.

A contração de Rogério Marianni terá espantado grande parte daqueles que seguem atentamente o desenvolvimento do futebol moçambicano, tendo em conta que os treinadores do Moçambola têm sido praticamente os mesmos, exceptuando os que são contratados no estrangeiro. Destemido, Rogério mostra que quer entrar para a história dos técnicos de sucesso.

– O Chingale é um clube conceituado e estável. São poucas as vezes que o Chingale desceu de divisão. Tem uma excelente Direcção, sempre disposta a fazer melhor para a colectividade, uma massa associativa extraordinária e merece estar no Moçambola. Qualquer treinador que vem para aqui deve, em primeiro lugar, garantir a manutenção, embora seja possível realizar outras coisas melhores. Estou aqui para dar o meu melhor e ajudar a equipa a conseguir bons resultados. Mas para um treinador não basta o trabalho, as bolas têm que entrar na baliza adversária e impedir que entrem na nossa baliza, disse Marianni, dando o pontapé de saída da nossa conversa.

O jovem técnico está ciente que a sua tarefa não será fácil, principalmente porque vai substituir Mussá Osman, um timoneiro de reconhecido mérito em Moçambique pelos seus feitos e andanças no futebol desta perola do Índico.

– O mister Mussá encontrou a equipa num mau momento e graças à sua competência conseguiu mantê-la no campeonato. Não vai ser fácil entrar para uma equipa por onde passou um homem com a sua categoria e sobretudo por ter conseguido salvar a equipa. É muita responsabilidade para mim e isso pode ser um elemento fundamental para duplicar ainda mais os meus esforços na condução deste team, disse Rogério.

 

NÃO TENHO VARINHA MÁGICA

 A nossa Reportagem, como é óbvio, procurou saber do novo técnico canarinho o que trazia para acrescentar valor à equipa de Tete e garantir uma boa época, evitando situações idênticas às que quase provocaram a despromoção.

– Não tenho uma varinha mágica, nem sou um treinador de topo, mas a minha ambição e a vontade de fazer melhor vão ajudar-me a superar tudo. O que garanto, neste momento, é muito trabalho, tentando fazer sempre melhor para este clube que confiou-me a tarefa de dirigir a sua equipa. Não sou melhor que ninguém, nem mais competente, mas posso garantir que alguma coisa vai mudar, afirmou.

Os adeptos do Chingale já provaram que não sabem conviver com maus resultados, chegando a reagir com alguma violência aos maus momentos da equipa, mesmo depois da excelente época que fizera na época anterior.

– Penso que os adeptos reagem de acordo com as circunstâncias. Ninguém gosta de ver a sua equipa a perder. Em minha opinião, o Sérgio Faife fez um bom trabalho no Chingale na época anterior, mas os resultados não foram bons na temporada seguinte. Espero que isso não aconteça este ano e que o Chingale tenha uma boa prestação, garantiu o novo técnico dos tetenses.

Nos últimos tempos tem sido referenciado que a competência e o trabalho desenvolvido pelos treinadores não são suficientes para ganhar jogos, mas Rogério não quer meter na cabeça que situações anormais sem rosto possam emperrar os seus anseios.

– Creio que essas situações têm influência em quem acredita nisso. Confio no meu trabalho, nos jogadores de que irei dispor, maioritariamente que já trabalharam com outros treinadores aqui no clube. Se eles continuam na equipa é porque têm qualidade. Já indiquei nome de alguns jogadores que poderão conferir-me mais garantias na equipa. A Direcção está a trabalhar no sentido de conseguir a sua aquisição, mas senão o conseguir vou trabalhar com os que disponho, garantiu Marianni, sem mencionar os nomes que apresentou à Direcção para reforçar a equipa.

 

NO INÍCIO DA CARREIRA

 

Cometi alguns erros

 Rogério Marianni falou da sua experiência no futebol moçambicano, referenciando ter gostado de ter passado pelos cargos que ocupou no Maxaquene, como director desportivo, e no Vilankulo, como director técnico.

– Ajudaram-me a ser o homem que sou hoje. Ganhei alguma experiência que vai ser importante na minha carreira de treinador. Tenho que admitir que cometi erros. Burro é aquele que não aprende dos erros que comete. Não se tem cento porcento de maturidade. Aprendemos todos os dias e vou continuar aprendendo, revelou.

O nosso interlocutor falou dos primeiros tempos que viveu em Moçambique, período em que enfrentou situações algo difíceis e reagiu de forma brusca, mas depois recordou que uma palavra pode ter várias interpretações.

– Se calhar falei demais quando não devia. Enfrentei situações sem antes analisá-las, mas hoje é diferente. Pondero melhor, procurando saber se o culpado das situações más fui eu e depois se o erro foi dos outros. Só depois de analisar tudo é que tenho a reacção.

 

Treinadores estrangeiros

têm que ser uma mais-valia

 

 Moçambique tem sido o destino de vários treinadores portugueses e Rogério defende que aqueles que têm competência e que sejam uma mais-valia são bem-vindos, pois poderão contribuir para melhorar a qualidade do futebol nacional.

– Sou a favor das mais-valias em qualquer área de actividade. Desse modo, sou de opinião que os treinadores estrangeiros que são contratados devem ser melhores que os que cá existem. Treinadores estrangeiros têm que ser uma mais-valia. Se eles não são melhores que os nossos não deviam ser contratados por clubes moçambicanos. Já que estamos nesse intercâmbio, por que não contratam treinadores moçambicanos para trabalhar em Portugal. Temos aqui técnicos com capacidade para trabalhar no profissionalismo, disse Rogério, comentando sobre o volume de treinadores portugueses que encontram em Moçambique o seu porto seguro.

 

Texto de Joca Estêvão

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Fotos de Arquivo 

 

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Moçambola 2019

Pos Equipe J V E D GC GM Pts DP
1. C. do Sol 30 20 6 4 25 56 64 +31
2. UD Songo 30 19 3 8 29 47 59 +18
3. Fer. Maputo 30 13 9 8 22 34 43 +12
4. Fer. Beira 30 12 9 9 25 34 43 +9
5. Fer. Nacala 30 12 5 13 31 28 40 -3
6. ENH 30 10 11 9 30 29 37 -1
7. LD Maputo 30 11 7 12 36 30 37 -6
8. Textafrica 30 11 7 12 30 22 37 -8
9. Des. Maputo 30 10 10 10 29 35 36 +6
10. Incomáti 30 10 10 10 31 29 36 -2
LD Maputo 5 : 4 Des. Maputo
Têx. Púnguè 1 : 1 Nacala
B. de Pemba 1 : 2 ENH
Chibuto 1 : 0 UD Songo
Fer. Nacala 1 : 0 Fer. Beira
Fer. Nampula 2 : 1 C. do Sol
Maxaquene 1 : 0 Fer. Maputo
Textafrica 1 : 1 Incomáti

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