R REPORTAGEM

Fui apenas avalista de Hélder Pelembe

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A direcção do Maxaquene, através do seu porta-voz Alexandre Chivale, esclareceu ao nosso semanário os contornos do problema que culminou com o pedido de rescisão do contrato por parte do avançado Hélder Pelembe. Na ocasião, Chivale reconheceu o incumprimento de algumas cláusulas do vínculo que ligava o jogador ao clube, mas declinou qualquer tipo de responsabilidade sobre o executivo liderado pelo demissionário Solomone Cossa.

- Quando Hélder Pelembe votou de Portugal, assinou um contrato com o Maxaquene, no qual se prometia uma viatura e uma casa. Imtiaz Amuji, na altura vice-presidente do clube, prometeu que disponibilizaria a casa exigida pelo jogador, sem se especificar o tipo do imóvel. O quem acontece é que, de facto, o clube não está, neste momento, em condições de assumir este compromisso, ao mesmo tempo que o próprio Imtiaz não o está a fazer, disse Alexandre Chivale, fazendo saber ainda que a direcção do Maxaquene disponibilizou a viatura que se referia no acordo, pagando, inclusivamente, os direitos pela importação da referida unidade circulante.

 

Solicitado a dar a sua versão sobre o assunto, Imtiaz começou por recordar a concorrência que foi movida ao Maxaquene pela Liga Muçulmana, que também pretendia os serviços do atleta, mas com vantagem para os “tricolores”, que tinham a primazia de ficar com o passe do jogador.

- Mesmo assim, o Maxaquene teve de pagar um contrato acima da média, válido por quatro anos, mas dentro das possibilidades e do alcance do clube. E é preciso saber que um vínculo por este período de validade, com um atleta da categoria de Hélder, anualmente tende a ser revisto. Ou seja, cada ano que passa, o valor do contrato sobe. Foi um contrato vantajoso para o clube, tendo em conta a valia deste jogador, diz Amuji.

 

NUNCA HOUVE

FALTA DE VONTADE

De acordo com o “ex-vice” do Maxaquene, de facto, no contrato de Pelembe estava prevista uma casa e uma viatura, para além de valores monetários.

- Muitas vezes falei com o Eng.º Cossa e com o Dr. Mavale, quando eu ainda era vice-presidente do clube, no sentido de se resolver o problema de Hélder Pelembe e sempre se renovaram promessas. Mesmo assim, eu entreguei o carro a Hélder Pelembe, mas quem pagou os direitos foi o clube, tal como pagou os direitos da viatura de Genito, ainda que parte do contrato deste jogador tenha sido adiantada por mim, e o Maxaquene está a dever a este jogador. Entretanto, o que vejo aqui é a falta de humildade e isso faz com que a verdade não seja dita aos sócios do clube. Nem precisamos de copiar os contratos dos jogadores e chapá-los nos jornais. O porta-voz do Maxaquene deve saber fazer chegar a verdade às pessoas, desafia o nosso interlocutor, para a seguir esclarecer as razões por que o seu nome está associado ao incumprimento do vínculo.

- O que sucede é que, no contrato, vem uma cláusula que diz que “caso o clube não consiga entregar a casa, ou pagar o valor da casa, o Imtiaz Amuji iria assumir”. Entretanto, eu nunca me recusei a assumir nada! O que acontece é que a direcção do Maxaquene nunca fez um ofício, informando-me da sua indisponibilidade em ceder a casa a Hélder Pelembe. Julgo que a responsabilidade é da direcção, que tem de me convocar para me informar que aquela cláusula deverá ser accionada. Se a direcção tiver o bom senso de me convocar para ir resolver algum assunto, eu irei lá sem pestanejar. Mas isso não tem acontecido. Se calhar, a direcção não queria que este assunto fosse resolvido, porque tudo o que eu assumo cumpro! Sou dono da minha palavra. Tudo o que está escrito e que seja da minha responsabilidade eu assumo, congratua-se a fonte do desafio.

O sócio do Maxaquene sugere, ao longo da conversa, a partilha de responsabilidades com a direcção, que, não tendo conseguido honrar o seu compromisso, não move nenhuma palha no sentido de se inverter o rumo que o assunto estava a tomar.

- Não tendo cumprido, cabia ao clube, através dos seus dirigentes, mandar uma notificação para mim, Imtiaz Amuji, informando que não cumpriu com o prometido, solicitando, ao mesmo tempo, que eu o faça, tal como está escrito. Tratando-se de uma instituição, tudo isto tem de obedecer aos trâmites institucionais para que este assunto fique resolvido. Eu estou disposto a cumprir a minha promessa. Sinceramente, eu não sei qual é a vergonha que eles têm de fazer este tipo de notificação para o Imtiaz, a informar que não estão a conseguir resolver o problema de Hélder Pelembe. Se estes homens tivessem o mínimo de seriedade para com a instituição chamada Maxaquene, já me teriam chamado há bastante tempo para desbloquearmos este assunto. Eu fiz muitos contratos, com muitos jogadores do Maxaquene, dando benefícios ao clube e não me é fácil ter sempre em mente os detalhes de cada um. Agora, eles, que têm toda a documentação no arquivo, quando viram que havia um pendente no contrato de Hélder Pelembe, tinham toda a obrigação de me alertar sobre este aspecto, assim como outros que eventualmente não estejam ultrapassados. Infelizmente, entendo que o clube não fez nenhum esforço para se conseguir cumprir. O maior problema desta direcção é que só está à espera dos dinheiros das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e Aeroportos de Moçambique (ADM) e por isso é que não consegue cumprir. Por isso é que o Hélder Pelembe me disse que assinaria o contrato comigo, Imtiaz Amuji, porque não confiava em certas pessoas do Maxaquene. Assim, eu tornei-me avalista dele. Então, não mais fazendo parte da direcção do Maxaquene, o normal era o clube notificar-me para se ultrapassar o assunto.

 

Não se inscreveram jogadores

na CAF por culpa de Imtiaz?

Ao longo do esclarecimento sobre a rescisão de Hélder Pelembe, Imtiaz, primando por um discurso contundente, acusa a direcção de pouco ou nada fazer para evitar a crise em que o Maxaquene se encontra mergulhado.

- Se esta direcção tivesse a capacidade institucional ao nível das exigências de um clube como o Maxaquene, não ficaria acomodada na forma, esperando somente pelos dinheiros destas duas empresas integradoras. Tinha de tentar bater outras portas, procurando parcerias e patrocínios para conseguir outras soluções. Se se constata que o clube não está a conseguir cumprir cláusulas contratuais com os seus jogadores, busquem-se soluções para não se manchar o nome da instituição! Mas estes senhores não foram cavalheiros e nem foram justos para com a instituição Maxaquene. Eu tenho de resolver este assunto de uma forma que credibilize o clube. O orgulho e o complexo de superioridade não ajudam. É que este clube nunca consegue resolver nada. Até já compraram botas da China, que dois dias depois se abriram. O equipamento que se vinha usando até ao fim da época, também chinês, é de há dois anos, já com as mangas a descerem até ao cotovelo. Agora que ainda não mandaram as inscrição para a CAF vão dizer que a culpa é de Imtiaz?, questiona.

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Moçambola 2019

Pos Equipe J V E D GC GM Pts DP
1. C. do Sol 30 20 6 4 25 56 64 +31
2. UD Songo 30 19 3 8 29 47 59 +18
3. Fer. Maputo 30 13 9 8 22 34 43 +12
4. Fer. Beira 30 12 9 9 25 34 43 +9
5. Fer. Nacala 30 12 5 13 31 28 40 -3
6. ENH 30 10 11 9 30 29 37 -1
7. LD Maputo 30 11 7 12 36 30 37 -6
8. Textafrica 30 11 7 12 30 22 37 -8
9. Des. Maputo 30 10 10 10 29 35 36 +6
10. Incomáti 30 10 10 10 31 29 36 -2
LD Maputo 5 : 4 Des. Maputo
Têx. Púnguè 1 : 1 Nacala
B. de Pemba 1 : 2 ENH
Chibuto 1 : 0 UD Songo
Fer. Nacala 1 : 0 Fer. Beira
Fer. Nampula 2 : 1 C. do Sol
Maxaquene 1 : 0 Fer. Maputo
Textafrica 1 : 1 Incomáti

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