Prendam, julguem e condenem mais bandidos

Linha de passe

“Prendam, Julguem e condenem mais bandidos”… não sei se esta deve ser a ordem exacta, mas o salutar é elogiar o bom exemplo que chega de Monapo. Equipa de arbitragem e um delegado foram detidos em conexão com um crime de corrupção num jogo de futebol entre a Liga Desportiva de Monapo e o Sporting de Nampula.

Norte… sempre Zona Norte!!!

Fair-Play

Anda todo o mundo, nos dias que correm, na expectativa em relação ao apuramento do representante da Zona Norte do país, para a próxima edição do Campeonato Nacional de Futebol, o Moçambola. Em causa está a demora da homologação dos resultados das últimas jornadas do Campeonato Nacional da Divisão de Honra desta parcela do país.

Quando a prova futebolística arrancou, tudo levava a crer que seria um mar de rosas, salvo um e outro eventual solavanco, o que seria de considerar absolutamente normal, tal como tem acontecido em processos de semelhantes. Mundos, fundos e personalidades foram mobilizados para o Planalto de Mueda, para testemunharem o pontapé de saída deste terço do segundo campeonato futebolístico do nosso país, num gesto que também levava o rótulo de reconciliação com o país-futebolístico, em razão dos desfechos anteriores.

As goleadas históricas de 2015, que acabaram ditando a “repescagem” do Desportivo de Lichinga foram o começo da manifestação do anti-desportivismo praticado nesta parcela do país, com resultados nefastos que a seguir se verificaram, pois a equipa que depois teve a missão de representar a Zona Norte não tinha estrutura suficientemente forte (nem teve tempo para a preparar) para fazer face às exigências do Moçambola. E o resultado disso foi o seu imediato regresso à “Segundona”, com a imagem dos gestores da Casa do Futebol a ser posta em causa, pois houve que decidir o apuramento… debaixo do ar condicionado.

Ano passado, a versão mudou. De goleadas passou-se para faltas de comparência. A razão apresentada é a mesma, mas tenho, para mim, que as motivações são diferentes e aos magotes, resumindo-se todas num fenómeno tão misterioso quanto monstruoso, que é a corrupção, em nome de defesa de grupos de interesse e interesses de grupos. Uma vez mais, acabou sendo a Província do Niassa, beneficiária destas indecências desportiva, não sem antes se jorrar rios de tinta. A UP do Niassa entrou e, ao que tudo indica, voltará a sair, imediatamente, pela porta pequena, em razão do desprovimento da indispensável estrutura para embates como os do Moçambola. É triste.

Este fim-de-semana terminou o Campeonato Nacional de Divisão de Honra, na mesma Zona Norte. Como fiz referência acima, o Sporting de Nampula ainda não pode festejar. Pelo menos oficialmente. Talvez o faça dentro de dias, com a desqualificação oficial do Desportivo de Mueda, facto que, de acordo com os regulamentos, poderá implicar a invalidação de pontos que alguns emblemas possam ter amealhado nos confrontos contra o conjunto do Planalto de Mueda. Um deles é, justamente, o Sporting de Nampula, que, ao longo de todo o ano, primou por uma invejável regularidade. E se a sua qualificação consumar-se será, certamente, por se ter revelado uma formação com propósitos bem definidos. Mas as faltas de comparência não deixam de constituir a tal mancha que se devia e se podia evitar.

Seria necessário que se criasse um regulamento específico só para a Zona Norte? Acho que não! Recorrer-se ao pagamento de alguma caução, como pré-condição para se entrar nesta competição? Não vejo de onde viria o tal dinheiro. Mas, uma coisa é certa. Há que se mudar esta forma de estar e de fazer no nosso futebol.

Com todo o fair-play…

César Langa

A dança dos promovidos para o nosso Moçambola

Fair-Play

Estão, há bastante tempo, estabelecidos os critérios de rotação, entre promoções e despromoções das nossas equipas em diferentes competições do calendário futebolístico elaborado pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF), desde as provas das camadas de formação até à principal prova, que é o Moçambola.

Vitória sobre a petulância

Joca Estêvão
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Na década de ‘70 o Presidente Samora Machel decidiu que os clubes se socorressem de empresas públicas, como integradoras ou patrocinadoras, por receio que algumas colectividades moçambicanas, sobretudo as históricas, passassem por uma crise que comprometesse a sua continuidade, uma vez que os “carolas” que as suportavam no país tinham dado uma retirada em debandada após a independência nacional.

Para que caixa de lixo mando a Inspecção do MJD?

Duplo-Duplo


O degradante desempenho da Selecção Nacional Feminina de Basquetebol da categoria de Sub-16, sábado último terminado na cidade da Beira, fez-me ultrapassar as medidas da minha imensa quanto longa paciência para com quem dirige o basquetebol moçambicano, em particular, mas também, e de modo geral, para com a Inspecção do Ministério da Juventude e Desportos.

Uma febre chamada Legends ou o preço da desorganização

Linha de Passe

Quando ainda se perspectiva a vinda do Barcelona Legends a Moçambique cogitei que os ex-jogadores dos Mambas poderiam encontrar uma forma de aproximação. Aliás, anteriormente Jorge Fernandes (Jojó), ex-jogador da nossa selecção, falara da desunião no seio daqueles que um dia partilharam o mesmo balneário, lutando pela mesma causa. Jojó dissera, nessa altura, que a relação entre os colegas de selecção do seu tempo, particularmente, não era boa, mas que havia necessidade dessas mesmas figuras aproximarem-se uns dos outros para formar uma força que poderia ser útil no processo de reestruturação do futebol moçambicano.

Mano-Mano foi o impulsionador e liderou bem a reaproximação dos seus colegas, votando a favor de Moçambique a exibição da equipa catalã. Era um sonho. É que mesmo com Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho (cogitando-se a possibilidade deste vir a Maputo), Davis, Edmilson, entre outros, já em idade bem avançada para dar um espectáculo igual aos tempos em que muito só viram pela televisão, era uma honra para os moçambicanos, mas para a confraternização das antigas glórias da selecção.

Juntaram-se várias gerações, concretamente a partir daquela que qualificou os Mambas ao CAN-1996, com excepção de Chiquinho que já tinha participado na fase final do Cairo em 1986.

Poucos como eu perceberam que no seio deste grupo havia jogadores que se achavam mais importantes que os outros. Aliás, esse facto não era novidade na selecção, mas por diversas vezes disfarçada. A nós importava que em campo essa guerra de protagonismos não se fizesse sentir e que acima de tudo estivessem os interesses da nação.

Neste processo de preparação do jogo com o Barcelona Legends houve questionamentos de alguns componentes dos nossos “Stars” sobre isto e aquilo, como por exemplo a razão sobre os escolhidos para a promoção do evento. Citamos apenas um exemplo.

O jogo, a festa e o espectáculo tiveram um resultado que se esperava devido ao preço dos bilhetes, que acabou sendo o centro das atenções, apesar de a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) ter vindo a terreiro para revelar que o Zimpeto tinha feito, naquele jogo, a sua melhor receita de sempre.

No balanço, a Keto, empresa que estava no topo da organização, faltou à palavra. Não quis aparecer mais para dar esclarecimentos sobre o fracasso referente à presença do público, mesmo após a promessa a nós feita, alegando que na altura da solicitação um dos responsáveis pela empresa estaria ocupado com o fecho do relatório e contas sobre o referido evento. O povo ficou a chuchar o dedo até hoje. Ninguém mais ouviu falar na tal Keto.

O impulsionador Mano-Mano prometeu que depois de tudo, assumindo de alguma forma o desaire, que servira de aprendizado, o momento era de avançar para estruturar os Mambas All Stars, criando uma comissão que pudesse controlar os eventos dos antigos jogadores da Selecção Nacional e que a FMF não estaria a leste do processo, como é óbvio.

Com o futebol de veteranos a decorrer, aliás, com uma associação existente, apercebe-se que há necessidade de se criarem outros eventos legendários. Já se cogitam torneios entre as lendas do Maxaquene, Desportivo de Maputo, Ferroviário de Maputo e Costa do Sol, todos de Maputo. Todos teriam ou vão ter um “Legend” no fim do seu nome. Seria ou é um movimento que pode trazer de novo as antigas figuras do nosso futebol junto do público que muito os admirou.

Na semana passada foi organizado por António Trigo (Paulito) e Joa, todos eles antigos praticantes oriundos de Nampula, um movimento no qual uma equipa com o nome de Moz Legends, composta por algumas das estrelas que estiveram no Zimpeto no passado dia 11 de Novembro, defrontando as velhas glórias de Nampula. É aqui que surge o meu questionamento. Que mensagem se pretende passar quando se organiza um evento com o nome de Moçambique, vestindo de equipamento azul, nunca visto deste que me entendo por gente, e sem a anuência da FMF?

Será o resultado da tal febre chamada Legends que está a afectar a todos nós ou a vontade de contrariar o que foi feito anteriormente ou querer mostrar que existe cisão no seio dos antigos componentes dos Mambas?

É, para mim, a lentidão de processos na organização e formalização da comissão dos Mambas All Stars ou Legends, como preferirem, que pode estar na origem de tudo isto. E por estar em causa o nome da nação moçambicana, preferia que se designasse Amigos de Beltrano ou Sicrano, contra Nampula Legends, ou Amigos de Fulano, para não banalizar o nome de Moçambique, nem dos Mambas.

Por hoje não digo mais nada.

 

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