FMF IGNORADA RETUMBANTE E ESMAGADORAMENTE PELA APFZ

Deanof Potompuanha
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A FederaçãoMoçambicana de Futebol (FMF) emitiu, em seu comunicado número 161/FMF/D/2018, datado de 9 de Agosto corrente, um ofício dirigido ao presidente da Mesa da Assembleia-Geral (Tuaire Manana Saíde) da Associação de Futebol da Província da Zambézia (APFZ), com conhecimento da Direcção Provincial da Juventude e Desportos, dando conta da suspensão temporária da presidente de Direcção da APFZ, Mariza do Rosário Mariano, pelo pronunciamento feito nas redes sociais. “Digam o que disserem, contas saladas. Com quem ferro mata com ferro morre. Portanto, 1º de Maio de Quelimane, 1-Textáfrica do Chimoio, 0… fui”. Esta é a mensagem largamente partilhada que terá forçado a FMF a posicionar-se.

Que não volte a faltar “honra”

Atanásio Zandamela
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Praticamente desde que iniciou a luta pela ascensão ao Moçambola não tem sido uma competição com a “honra” que o nome sugere: Campeonato Nacional da Divisão de Honra. Tudo porque no meio sempre surgem “espertos” e acima de tudo muita gente que não obstante estar desprovida de unhas pretende tocar uma guitarra.

Continuamos a malhar em ferro frio?!

Raimundo Zandamela
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Quando a selecção nacional sub-17 de futebol de Angola subiu ao pódio e ergueu o troféu, fruto da conquista da 7ª edição do Torneio da COSAFA, que teve lugar em Port Louis, capital das Maurícias, no mês passado, de uma coisa tive a certeza: nada veio do acaso! Aliás, esse momento foi duplamente festejado tendo em conta que, a mesma garantia a sua presença para o Campeonato Africano das Nações em futebol (CAN) cuja a fase final terá lugar na Tanzania, próximo ano.

Orlando Conde e Gil Guiamba eram o sal e a pimenta no futebol

SAUDADES QUE O TEMPO LEVOU

 

Sei que o assunto que abordo hoje é controverso, susceptível de provocar calorosas discussões, ideias paralelamente infinitas, mas sinto-me à vontade de o zurzir, porque acompanhei, primeiro como simples espectador e depois como jornalista desportivo, o desfile dos primeiros pontas-de-lança que o país teve no pós-independência nacional.

 

De entre uma lista enorme daqueles que actuaram nessa posição, quero, aqui e agora, fazer uma pequena triagem para facilitar a escolha, a minha escolha, respeitando sempre a opinião dos outros, dentro do pluralismo de ideias que sempre defendi.

Nessa triagem que fiz, ficam, sem prejuízo para os outros, sem querer passar um atestado de menoridade a tantos outros que jogaram na delicada área, os seguintes:

Orlando Conde, Gil Guiamba, Ângelo Jerónimo, Miguel, Cossa, Sitóe, Luís Siquice, João Howana, Lucas Barrarijo, Brás, Ramos, Nando, Geraldo Conde, Jordão, Nico, Adelino, Chiquinho Conde, Arnaldo Howana, Tico-Tico e Dário Monteiro.

Todos eles, nas suas respectivas épocas, foram pontas-de-lança de elevada qualidade de execução, e o denominador comum que eles tinham era o engodo pela baliza.

Sei que a maioria da nossa juventude não tem a culpa de ter nascido mais tarde, não acompanhou as carreiras de jogadores como Sitóe, Cossa, Orlando Conde, Gil Guiamba, Miguel, Luís Siquice, João Howana, Lucas Barrarijo e outros, mas de certeza já ouviu ou leu algo deles como se ouve e se lê de Eusébio, Matateu, Pelé, Ronaldo, o brasileiro, e não o português, o liberiano George Weah e o francês Michael Platini, etc., etc.

Os mais velhos recordam-se das cavalgadas de Sitóe, do seu jogo de cabeça, dos seus portentosos remates; lembram-se de Cossa, o tal dos cinco golos ao Lesotho e dois contra os Camarões, do seu jogo aéreo, da capacidade de rematar com os dois pés; lembram-se de Miguel, o valoroso ponta-de-lança do Textáfrica, a jogar de cabeça, com boa impulsão e sentido de desmarcação na aérea.

Lembram-se de Luís Siquice, dos seus tiros de canhão e que uma lesão o impediu de realizar uma grande carreira; lembram-se de possante, rematador e cabeceador Ângelo Jerónimo, que era uma espécie de bandeira do Textáfrica, hoje presidente da Associação de Futebol de Manica; lembram-se de João Honwana, um terror para os guarda-redes, lembram-se de Ramos e Geraldo Conde, o primeiro ao serviço do Ferroviário de Maputo, o segundo jogando pelo Maxaquene, que fizeram furor na década 80/90. Todos eles eram idolatrados, eram de referência, porque faziam diferença em termos comparativos e competitivos nos jogos das suas equipas.

Num passado não muito longínquo tivemos outros pontas-de-lança também de não se brincar com eles na grande aérea.

Falo de Jordão, Adelino, Nico, Chiquinho Conde, Arnaldo Howana, Tico-Tico e Dário Monteiro. A qualidade destes jogadores ainda é recordada e até hoje ainda não surgiu um que se assemelhe a eles ou que se iguale a eles. Foram notáveis. Nico, o danger man, ao serviço do Matchedje, era também um terror para os guarda-redes, Chiquinho Conde fez furor no Palmeiras da Beira, veio a Maputo representar o Maxaquene e era, de facto, o melhor jogador do país quando foi vendido por 160 mil dólares ao Belenenses de Portugal, em 1987, naquilo que foi oabrir de portas para o exterior. Na Selecção Nacional foi o que toda a agente ainda se recorda de Chiquinho Conde. Capitão, líder, ponta-de-lança que marcava golos, que tinha arranques demolidores, uma velocidade estonteante e uma capacidade de drible que trocava os olhos aos adversários.

Arnaldo Howana, muito do reinado do Costa do Sol foi feito graças a este jogador, juntamente com Riquito, que, como ponta-de-lança, era um cabeceador, rematador e finalizador.

Tico-Tico e Dário Monteiro fizeram a diferença no Desportivo, embora em épocas diferentes, e encontraram-se também na Selecção Nacional de Futebol. Os golos eram com eles, tanto nos alvi-negros, como nos Mambas.

Sei que não há unanimidade, sei que haverá um conflito de gerações, porque há quem diga ou defenda que não se pode comparar grandezas que não sejam da mesma época, que os jogadores não são iguais e nem podem igualizar-se

Eu não subscrevo a tese que alinha pelo mesmo diapasão de escolher o melhor entre Eusébio e Cristiano Ronaldo, entre Pelé e Romário ou entre Ronaldo e Neymar, pois actuaram em épocas e contextos diferentes, mas, entre nós, dos vários ponta-de-lança que actuaram depois da independência nacional, tiro “chapéu” a:

 Orlando Conde e Gil Guiamba.

 Orlando Conde tinha boa impulsão e um jogo de cabeça extraordinário na sua eficácia, rematava com os dois pés e era um goleador nato.

Gil Guiamba, por sua vez, era elegante a correr, a driblar, a desmarcar-se, a fazer golos e era possuidor de uma técnica de execução notável. Aquele golo contra os Camarões, em que vencemos por 3-0, foi o epíteto daquilo que foi Gil Guiamba como ponta-de-lança.

Qual é a equipa que hoje, entre nós, não gostaria de ter nas suas fileiras estes dois ilustres jogadores acima referenciados?

Falei sobre o assunto com vários treinadores, jogadores e dirigentes da época. Há divergências, há opiniões que não são unânimes, há referências que se aproximam umas das outras.

– Oh, Funjua, ainda não nos disse quem foi, na sua opinião, o melhor ponta-de-lança.

O melhor? Para mim, foram os dois, Orlando Conde e Gil Guiamba.

Respeito a opinião de quem indicar Cossa, Luís Siquice, Geraldo Conde, Chiquinho Conde, Tico-Tico ou Dário Monteiro, mas, para mim, Orlando Conde e Gil Guiamba eram fenomenais, foram os melhores.

São saudades que o tempo levou, lembrar aquela gente que fez diferença no nosso futebol. 

Boavida Funjua       

 

A maior enchente de todos os tempos na Machava!

Inaugurado em 1968, portanto prestes a completar um século, ostentando o nome de Estádio Salazar, nome do ditador e fascista português, o célebre criador do Estado Novo, o actual Estádio da Machava, produto das contribuições dos trabalhadores ferro-portuários da altura, conheceu sucessivas e variáveis enchentes registadas:

AFINAL NÃO PERDEMOS EM CAMPO!?!

DEANOF POTOMPUANHA
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A desqualificação da Selecção Nacional Sénior Masculina de Basquetebol à penúltima fase de acesso ao Campeonato do Mundo, a decorrer de 31 de Agosto a 15 de Setembro de 2019 na China, deixou muitas fissuras, algumas difíceis de compreender, ainda que tenhamos antecedentes nada abonatórios.

O figurino que todos querem mas não dão apoio necessário

Replay 

Sábado arrancou, no Chibuto, um Moçambola de incertezas, lembrando os anos iniciais deste modelo de disputa em que a prova começava sem certezas se chegaria ao seu término. Aliás, houve ano em que até se fez um compasso de espera à busca de dinheiro.

UMA ILHA CHAMADA NACALA

 

Um dia me apaixonei por Nacala. Encantei-me pela simplicidade daquela região, pelos lugares rústicos, que distam alguns quilómetros da zona urbana, pelas mulheres lindas; que seduzem sem olhar.

Senhores, organizem-se!

Linha de passe

 

O último absurdo protagonizado pelos dirigentes dos clubes do Moçambola foi a manifestação do seu desagrado pela separação do sorteio da maior festa do nosso futebol da habitual assembleia-geral, que geralmente apresenta, discute as contas dos últimos exercícios e aprova o orçamento para a época seguinte.

Na óptica dos dirigentes, o sorteio e a assembleia-geral devem “casar-se” sempre, ou seja, a cerimónia do sorteio é para eles a cereja no topo do bolo, devendo acontecer logo após a magna cerimónia, o que, quanto a mim, demonstra estarmos anos-luz do que acontece a outros níveis. A incrível manifestação demoveu a ideia de Ananias Coana e do seu elenco de organizar o sorteio após o final do campeonato conquistado pela União Desportiva do Songo, como, aliás, acontecera em Dezembro de 2016 quando os clubes foram de férias já conhecendo os seus adversários e os percursos possíveis no campeonato.

Entristeceu-me ainda mais ter apercebido que os treinadores, os mais interessados em planificar a sua época, socorrendo-se desse calendário, fiquem mudos, se calhar porque a esmagadora maioria, como fiz referência numa edição anterior, não é contratada à base de competência ou das suas capacidades e domínios pelos conteúdos de treino, acabando por se sujeitar a situações como esta.

Até prova em contrário, continuarei a afirmar que os nossos treinadores são contratados por determinados clubes por amiguismo, troca de favores, hipocrisia e bajulação, estas duas últimas religiões que têm conquistado cada vez mais seguidores e espaço na nossa sociedade.

Também considero que a Federação (FMF), a Liga Moçambicana de Futebol (LMF), as associações provinciais (o que fazem as associações provinciais de futebol para a seu sustento, se as provas das camadas de formação que organizam, os torneios de início de época dos seniores não geram grandes receitas?) deviam organizar-se melhor para responderem aos apelos de desenvolvimento de forma a encarar melhor os desafios que o povo quer ver realizados, designadamente, um progresso que resulte em qualificações sustentadas e nunca por mero acaso ou de percursos de felizes coincidências.

Não se pode desenvolver o futebol e pensar numa estrutura melhor se continuamos a ter e a criar dirigentes que não estão em condições de gerir uma simples logística para garantir as viagens das suas equipas no Moçambola.

Chegou-me aos ouvidos que a ideia de transferir a logística da LMF para os clubes não foi bem recebida pelos dirigentes dos nossos clubes, se calhar porque receia-se que, se tal acontecesse, efectivamente, algumas equipas não conseguiriam viajar para cumprir os seus jogos, umas por desleixo e outras por incompetência dos seus directores.

Não me espantará se um dia os clubes solicitarem à LMF serviços para levar os talheres à boca dos atletas e dos dirigentes que acompanham as delegações, muitas vezes com a missão de cumprir mais um passeio.

Já se falou por diversas vezes que os clubes não fazem absolutamente nada para rentabilizar o que têm (para os que têm algo). Não se faz nenhum exercício para produzir dinheiro porque não há pensadores nos clubes. Alguns com maior orçamento confundem o “bolo” que recebem das empresas integradoras, patrocinadores “fixos”, ou das empresas que os geraram com organização e competência. O dinheiro facilita-lhes os movimentos, mas nunca lhes confere faculdades para, a partir desse dinheiro, criar para ganhar dinheiro. Estamos longe de ter clubes que funcionem como empresas, de facto, como se chegou a pretender.

Infelizmente continua difícil acreditar que os clubes, com os dirigentes que têm, possam gerar ideias e renda para o seu próprio sustento.

A outra questão que não quer calar é: o que seria desses clubes de maior orçamento se as empresas que os suportam fechassem a torneira?

Peço, uma vez mais, aos dirigentes para que levem a mão à consciência e reflictam sobre o que descrevo aqui, porque a realidade apresentada pelo país não é encorajadora para quem vai continuar como simples receptor.

 

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sábado, 30 março 2019
F. Beira vs Textáfrica
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L.D. Maputo vs ENH
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