O poder das palavras

Joca estêvão
Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
 
É tempo de perspectivar progresso; pensar alto e agir. O pensamento positivo atrai acções positivas. O recíproco é válido. Portanto, se perspectivar é o desenvolvimento, o primeiro passo deve necessariamente estar imbuído de positividade. Se acharmos que, como o outro não conseguiu, também podemos falhar, nunca vamos dar um passo. Explica-se, por exemplo, como Moçambique no plano desportivo, concretamente no futebol, cinja-se a qualificação a um CAN. Em todos estes anos que vivo no futebol ouvi alguém ousado a perspectivar, além dos objectivos a alcançar no CAN, uma qualificação ao Mundial. Pensamos pequeno. Continuamos pequeno e isso continuar a reflectir-se nas acções e resultados. Falhámos o CAN-2019. Esse era o principal objectivo. Mas não houve, pelo menos visto por mim e alguns outros, algo planificado para o efeito. Esse já é passado, mas ficaram sequelas profundas. Há, de permeio, uma traição ao povo. Uma vez mais apelo que não me misturem com grupos de campanha para a corrida à casa do futebol, porque quem está hoje pode mudar e ser bem melhor e o que entrar pode estagnar ou retardar. Lembrem- -se, as figuras de comando vão estar sempre expostas e susceptíveis de errar ou agir mal e, por via disso, serão criticadas. A capacidade de aceitar o erro vária de indivíduo para indivíduo. Cada um tem a sua capacidade de encaixe e de reacção perante à crítica, com maior destaque daquela que é feita de forma humilhante e muitas vezes por pessoas que nem sequer estão familiarizadas na profundidade com os assuntos. Leva-me esta explanação o famoso contrato rubricado pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF) com o seleccionador nacional Abel Xavier, referido como “por objectivos”. Para mim, uma relação nesse sentido só pode avançar em situação de dúvida ou desconfiança sobre a capacidade do treinador, ou seja, não há confiança sobre a sua competência. Quando existe dúvida, há poucas probabilidades de singrar. Foi aí que começou o falhanço do apuramento dos Mambas ao CAN-2019.
 

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Opinão

Publicidade