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A turma dos trapalhões e a bola do Moçambola

 

Não pude ficar alheio à troca de argumentos desconexos de alguns dirigentes aquando da apresentação da bola lacatoni para o Moçambola/2017 na última Assembleia-Geral da Liga Moçambicana de Futebol (LMF).

Embora saiba que não podemos ter domínio de todas as matérias, senti que muitos dos representantes dos clubes que declinavam o produto da Lacatoni não tinham conhecimento básico sobre as especificações da bola de alta competição. Os entendidos dizem que quando somos chamados a defender uma matéria da qual ignoramos socorremo-nos de quem tem domínio ou documentamo-nos.

Alguns dirigentes, acredito, foram à assembleia já com ideias formadas sobre o assunto. Presume-se documentados pelos seus técnicos. Os outros participantes deixaram-se embalar pelo calor das intervenções dos mais activos no encontro e, para não sair da sala sem dizer algo, lá deixaram o seu palpite, incoerentes.

Como não andamos a dormir, soubemos que depois da bola lacatoni chegar aos destinatários alguns clubes insurgiram-se, de imediato. Houve, inclusive, técnicos que saltaram hierarquias para fazer reivindicações directas à LMF. Negativo. A LMF não é interlocutora dos técnicos.

No decorrer dessa reunião, lá do fundo ouviu-se uma voz a dizer: todos que estão a discutir sobre a bola nunca jogaram futebol. Intervenção infeliz. Os dirigentes desportivos, entre outros agentes, não precisam ter jogado ao mais alto nível. Não há registo de passado desportivo dos mais idolatrados dirigentes do mundo. Os dirigentes precisam, tão-somente, entender as matérias do meio que circundam, criando mecanismos de articulação com as respectivas áreas técnicas para sustentar a sua gestão.

Para não perdermos o foco, vamos ao cerne da questão. A verdade é que a tentativa de levar a bola da Lacatoni ao Moçambola foi um disparate. Até porque a bola não tem aprovação da FIFA.

Creio que não se chegaria a este mal se a LMF tivesse consultado os filiados. É aí que me recordo da ideia de Arnaldo Salvado, que sugere a criação de um gabinete técnico naquele organismo que organiza o Moçambola, justificando que existindo matérias de carácter técnico este órgão articularia melhor, se calhar, interagindo com os departamentos técnicos dos clubes.

O positivo neste processo foi que quando percebeu que o erro estava aos olhos de todos, a LMF deu a mão à palmatória, ficando aberta a sugestões para a solução.

A dado momento do debate deu-se a entender que todos os clubes partilhavam a ideia de banir a Lacatoni da prova, passando a intenção de que a solução passava pela Nike, mas, depois, quando se esperava pela aprovação, surgiu uma voz de alguém que até então assistia, impávido e sereno o debate, a dizer que quando soubemos que a lacatoni seria a bola do Moçambola comprámos mais… a pergunta que não quer calar é: terá o técnico do seu clube percebido que a tal bola não servia ou ficou indiferente. Aliás, sabemos que alguns técnicos não dão palpites nos seus clubes por receio de ficar sem pão. Preferem conviver com o erro e tudo é gerido por forma a estar garantido o seu salário.

Para não variar, a LMF voltou ao erro quando sugeriu a recolha das bolas da Lacatoni fornecida aos clubes. Ficou a pergunta: que destino iria dá-las? Entretanto, a situação foi controlada.

O debate voltou a roubar a atenção dos presentes por muito mais tempo, com intervenções repetitivas. Só mais tarde, depois de várias desarticulações, os clubes pediram à Mesa da Assembleia cinco minutos para, fora da sala, concertar sobre a ideia (levaram mais de quinze minutos), concluindo a escolha recaiu à Adidas. Ou seja, nem a Lacatoni com compromisso firmado com a LMF (como será que a LMF vai gerir a situação?), nem a Nike (usada no ano passado), que era a mais defendida na Assembleia, vão poder participar da festa do Moçambola/2017.

Se o futebol vai continuar a ser dirigido desta forma, não se pode augurar um futuro melhor para a modalidade.

Joca Estêvão

 

 

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Classificação do Moçambola 2017

Equipas
J V E D GM GS P
1 U.D. Songo 17 11 2 4 22 11 35
2 Costa do Sol 17 10 4 3 22 10 34
3 F. de Nacala 17 8 4 5 13 11 28
4 F. de Maputo 17 8 3 6 18 15 27
5 Liga Desportiva 17 7 4 6 24 21 25
6 D. Nacala 16 5 8 3 12 8 23
7 F. de Nampula 17 4 10 3 14 11 22
8 ENH de Vilankulo 17 5 7 5 20 19 22
9 Clube de Chibuto 17 5 6 6 15 18 21
10 F. da Beira 15 5 5 5 21 17 20
11 Maxaquene 17 4 7 6 16 18 19
12 Textáfrica de Chimoio 17 5 4 8 16 22 19
13 1º De Maio 17 4 6 7 17 21 18
14 UP Lichinga 16 5 3 8 9 14 18
15 Chingale de Tete 17 4 5 8 16 23 17
16 A D Macuácua 17 2 6 9 9 25 12
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