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Uma febre chamada Legends ou o preço da desorganização

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Quando ainda se perspectiva a vinda do Barcelona Legends a Moçambique cogitei que os ex-jogadores dos Mambas poderiam encontrar uma forma de aproximação. Aliás, anteriormente Jorge Fernandes (Jojó), ex-jogador da nossa selecção, falara da desunião no seio daqueles que um dia partilharam o mesmo balneário, lutando pela mesma causa. Jojó dissera, nessa altura, que a relação entre os colegas de selecção do seu tempo, particularmente, não era boa, mas que havia necessidade dessas mesmas figuras aproximarem-se uns dos outros para formar uma força que poderia ser útil no processo de reestruturação do futebol moçambicano.

Mano-Mano foi o impulsionador e liderou bem a reaproximação dos seus colegas, votando a favor de Moçambique a exibição da equipa catalã. Era um sonho. É que mesmo com Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho (cogitando-se a possibilidade deste vir a Maputo), Davis, Edmilson, entre outros, já em idade bem avançada para dar um espectáculo igual aos tempos em que muito só viram pela televisão, era uma honra para os moçambicanos, mas para a confraternização das antigas glórias da selecção.

Juntaram-se várias gerações, concretamente a partir daquela que qualificou os Mambas ao CAN-1996, com excepção de Chiquinho que já tinha participado na fase final do Cairo em 1986.

Poucos como eu perceberam que no seio deste grupo havia jogadores que se achavam mais importantes que os outros. Aliás, esse facto não era novidade na selecção, mas por diversas vezes disfarçada. A nós importava que em campo essa guerra de protagonismos não se fizesse sentir e que acima de tudo estivessem os interesses da nação.

Neste processo de preparação do jogo com o Barcelona Legends houve questionamentos de alguns componentes dos nossos “Stars” sobre isto e aquilo, como por exemplo a razão sobre os escolhidos para a promoção do evento. Citamos apenas um exemplo.

O jogo, a festa e o espectáculo tiveram um resultado que se esperava devido ao preço dos bilhetes, que acabou sendo o centro das atenções, apesar de a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) ter vindo a terreiro para revelar que o Zimpeto tinha feito, naquele jogo, a sua melhor receita de sempre.

No balanço, a Keto, empresa que estava no topo da organização, faltou à palavra. Não quis aparecer mais para dar esclarecimentos sobre o fracasso referente à presença do público, mesmo após a promessa a nós feita, alegando que na altura da solicitação um dos responsáveis pela empresa estaria ocupado com o fecho do relatório e contas sobre o referido evento. O povo ficou a chuchar o dedo até hoje. Ninguém mais ouviu falar na tal Keto.

O impulsionador Mano-Mano prometeu que depois de tudo, assumindo de alguma forma o desaire, que servira de aprendizado, o momento era de avançar para estruturar os Mambas All Stars, criando uma comissão que pudesse controlar os eventos dos antigos jogadores da Selecção Nacional e que a FMF não estaria a leste do processo, como é óbvio.

Com o futebol de veteranos a decorrer, aliás, com uma associação existente, apercebe-se que há necessidade de se criarem outros eventos legendários. Já se cogitam torneios entre as lendas do Maxaquene, Desportivo de Maputo, Ferroviário de Maputo e Costa do Sol, todos de Maputo. Todos teriam ou vão ter um “Legend” no fim do seu nome. Seria ou é um movimento que pode trazer de novo as antigas figuras do nosso futebol junto do público que muito os admirou.

Na semana passada foi organizado por António Trigo (Paulito) e Joa, todos eles antigos praticantes oriundos de Nampula, um movimento no qual uma equipa com o nome de Moz Legends, composta por algumas das estrelas que estiveram no Zimpeto no passado dia 11 de Novembro, defrontando as velhas glórias de Nampula. É aqui que surge o meu questionamento. Que mensagem se pretende passar quando se organiza um evento com o nome de Moçambique, vestindo de equipamento azul, nunca visto deste que me entendo por gente, e sem a anuência da FMF?

Será o resultado da tal febre chamada Legends que está a afectar a todos nós ou a vontade de contrariar o que foi feito anteriormente ou querer mostrar que existe cisão no seio dos antigos componentes dos Mambas?

É, para mim, a lentidão de processos na organização e formalização da comissão dos Mambas All Stars ou Legends, como preferirem, que pode estar na origem de tudo isto. E por estar em causa o nome da nação moçambicana, preferia que se designasse Amigos de Beltrano ou Sicrano, contra Nampula Legends, ou Amigos de Fulano, para não banalizar o nome de Moçambique, nem dos Mambas.

Por hoje não digo mais nada.

 

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