NÃO VAI SER O FUTEBOL A PÔR O GUIZO NO GATO

Joca Estêvão
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Já está a ser repetidíssimo dizer que o futebol moçambicano está doente. Os últimos acontecimentos que envolvem o Desportivo de Maputo e a Associação Desportiva de Macuácua chegam a roçar a níveis de subdesenvolvimento atroz, manifestados num “ping pong” de comprovar, uma vez mais, que a estrutura da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) é vulnerável e obsoleta.

Já tive a oportunidade de dizer em outra ocasião que esta situação não é apenas protagonizada pelo actual elenco da FMF. Ele apenas perpectua-a, porque provavelmente não teve ou não tem a capacidade de dividir as águas. É só recordar que quase impingiam-nos o burundês Johane aos Mambas, alegadamente porque os seus ancestrais eram de uma região de Cabo Delgado. Depois descobriu-se que o povo ia levar um golpe por um jogador um pouco acima da média. Não mais do que isso. Para mim e outros moçambicanos iluminados não passam de cinco os jogadores estrangeiros que tenham evoluído até aos dias de hoje que correm em equipas moçambicanas que mereçam gozar do privilégio de adquirir a nossa nacionalidade e posteriormente envergar a camisola nacional.

posteriormente envergar a camisola nacional. Se a lei defende que a contratação de estrangeiros justifica-se se estes poderem ser uma mais-valia nas diversas actividades, então que faça chegar aos empresários, facilitadores de jogadores, ou seja lá que nomes usarem, e dirigentes que a regra do jogo é essa. Já dissemos por diversas vezes que não se justifica que apareçam jogadores estrangeiros da mesma igualha que os nossos para jogar no nosso já depauperado futebol, por serem, se calhar, um pouco mais determinados. Para mim é aqui que começa o problema.

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