RE(VI)VENDO VERA LYNN NO ADEUS A QUELIMANE

Eu não punha os pés pelas bandas do Rio dos Bons Sinais já vão cerca de três anos, mas Quelimane, como que a encarnar Vera Lynn, acenou-me para nos revermos num dia de sol, por aí 30 graus centígrados, e lá fui testemunhar, no dia 29 último, à revalidação do título nacional da União Desportiva do Songo, após empate (1-1) com o 1º de Maio, a uma bola, num reencontro banhado de lágrimas e sorrisos com a minha musa.

Lágrimas porque se é verdade que a UD Songo terminara a sorrir de orelha a orelha em plena casa (emprestada) do 1º de Maio de Quelimane, os “donos” da casa terminariam os 90 minutos cabisbaixos, porque aquele resultado punha-os praticamente fora do Moçambola. É que pelas contas da altura, tinham que golear o Costa do Sol na última jornada (sábado último) para poderem se manter na prova máxima do nosso futebol, condição que, ainda por cima, dependia de conjugações com terceiros, que não conspiraram a favor.

Ficava, dessa forma, sentenciada a descida dos bravos operários de Quelimane, que deram uma luta como nunca, destemida, exibindo-se, provavelmente, no seu melhor em toda a época, tendo buscado forças onde não existiam para não só anularem o favoritismo do campeão nacional, como também para salvarem e honrarem a província da Zambézia, que tinha neles os únicos representante entre as 16 melhores equipas do país.

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