Siga-nos:

Opinião

Basquetebol

Notícias

Editorial

Retrovisor

Tabela de Preços

Prendam, julguem e condenem mais bandidos

Linha de passe

“Prendam, Julguem e condenem mais bandidos”… não sei se esta deve ser a ordem exacta, mas o salutar é elogiar o bom exemplo que chega de Monapo. Equipa de arbitragem e um delegado foram detidos em conexão com um crime de corrupção num jogo de futebol entre a Liga Desportiva de Monapo e o Sporting de Nampula.

Neste momento os implicados respondem o processo em liberdade.

O delegado dos anfitriões, praticamente, confessou o crime e o representante da equipa de arbitragem revela ter recebido cinquenta mil meticais das mãos do referido homem da Liga de Monapo com o propósito de facilitar e deturpar a verdade desportiva.

O jogo não teve o curso que os corruptores pretendiam e, se calhar por isso, os adeptos afectos à equipa que perdeu o jogo provocaram tumultos, interrompendo a circulação de bens e pessoas.

Ficámos a saber que a Liga Desportiva de Monapo exigiu a devolução dos cinquenta mil meticais e criou um autêntico pandemónio. Do valor, a Polícia fala de 48 mil meticais, ficando por esclarecer o destino dado aos outros dois mil meticais.

O delegado da Liga Desportiva de Monapo abre espaço para mostrar como se age um pouco por todo o país, e quiçá pelo mundo. Sabendo que a Federação Moçambicana de Futebol (FMFI) não paga aos árbitros da Divisão de Honra, aquele concedeu-lhes o tal dinheiro compensatório. O tal delegado, a dado momento, deixa ficar que ouviu dizer que o Sporting de Nampula também havia corrompido a equipa de arbitragem. O árbitro, Inácio Sitói, que confirmou que recebeu o referido valor, afirmou que devolveu-o, acrescentando que eles preferiram não fazer um trabalho parcial e, neste caso, beneficiar a Liga Desportiva de Monapo. A partir daqui ficam algumas perguntas no ar: por que razão os árbitros não recusaram o tal dinheiro na altura em que lhes chegou às mãos? Será um simples delegado o único responsável por criar condições afáveis à equipa de arbitragem e ainda brindá-los com cinquenta mil meticais? Se na II Liga os árbitros recebem por actos similares cinquenta mil meticais, imagine-se que valores circulam nas principais provas do país!

Que a Liga Desportiva de Monapo não é pioneira destas acções qualquer indivíduo, até o mais distraído, não tem dúvidas. Se calhar faltaram reivindicações daqueles que pagaram e não foram beneficiados ou faltou maior atenção dos principais intervenientes. Não seria pertinente começar a analisar, com ferramentas técnicas, cada erro protagonizado pelos árbitros? De semana em semana assistimos e reportamos situações anómalas envolvendo clubes e árbitros e estes são brindados com mais jogos, muitas vezes apitando jogos das mesmas equipas a que sempre beneficiam, ferindo o regulamentado. Há quem diga que existem órgãos superiores interessados que sejam prejudicados A, B ou C. Que interesse têm esses órgãos no desporto?

Arrisco-me a dizer que os jornalistas ou analistas não estão a ter um papel importante neste processo. Continuamos a sonegar a real informação e acredito que passamos por coniventes em todas essas acções. Quais são as nossas reais agendas?

O que os órgãos máximos do futebol, neste caso vertente, pensam do papel que os delegados caseiros dos jogos podem ter para irradicação da corrupção no desporto? Não serão estes indivíduos veículos da perpetuação destes actos?

Tenho ouvido e quase sempre, no final dos jogos, os treinadores, sobretudo estes, a queixarem-se no final dos jogos fora de portas sobre o trabalho de arbitragem. Na maioria das vezes o jornalista ou relator tem uma visão completamente diferente do treinador. Quem tem razão? O treinador que se julga estar a desculpar-se da perda de pontos ou o jornalista/relator, que, muitas vezes, age como adepto ferrenho da equipa da casa.

Penso que é chegada a hora de se investir mais dinheiro para fazer viajar delegados neutros, idóneos, competentes e com arcaboiço para fiscalizar. É exactamente fiscalizar que pretendo dizer.

Todos sabemos que os árbitros nunca agem sozinhos e agora, mais do que nunca, fica provado que os dirigentes circulam na disseminação deste mal. Por isso, que se criem condições para prender mais bandidos.

Joca Estêvão

0
0
0
s2sdefault
2final.gif
BNIfinal.gif
1final.gif
publicidade.gif

Sondagem

O que acha do site?

Quem está online?

Temos 224 visitantes e sem membros em linha

Banca de Jornais

Sociedade do Noticias
  • EconomiaEconomia
  • CulturaCultura
  • DomingoDomingo
  • DesafioDesafio
  • NotíciasNoticias

Conselho de Administração

Bento Baloi Presidente

Rogério Sitoe Administrador

Cezerilo Matuce Administrador