COSTA SEM “SOL”

Não ganhou, como se esperava, mas notava-se claramente que era uma equipa ambiciosa e que não só queria vencer como procurava conseguir, o que a acontecer nesses dias não surpreenderia a ninguém. A crise de resultados é tal que este ano está a ter um dos piores arranques dos últimos onze anos e à altura do esboço destas linhas coçava à linha da despromoção. Depois de ter falhado em 2017 a décima conquista e a correr riscos sérios de perder o título, este ano o Costa do Sol pode igualar o maior período de jejum da sua história, que se registou entre 1980 e 1991, altura em que regressou para reinar com os já referidos quatro títulos consecutivos. Não se pode dizer que não haja investimento, pois estes são visíveis em termos de plantel e comando técnico – passaram por lá Diamantino Miranda e até o “papa-títulos”, Arnaldo Salvado – mas os resultados teimam em não aparecer. Aliás, uma coisa chama atenção na zona do Matchiki-Tchiki pela segunda vez. É que depois de em 2017 falhar o título com Nélson Santos, no ano seguinte (este) a prestação da equipa tende a piorar. Em 2015 perdeu o título para o Ferroviário de Maputo, depois dos famosos nove minutos, e no seguinte entrou Sérgio Faife, mas não terminou o contrato porque os resultados não apareciam e entrou Rui Évora, conseguindo uma manutenção um tanto sofrível, tendo feito 38 pontos – mais oito que o último despromovido – em 30 jogos. Agora, depois de ter perdido o título o ano passado, desta feita para a UD Songo, entrou Fábio Costas, que foi corrido na sexta jornada, dando lugar a Horácio Gonçalves, contudo a história repete-se não como farsa mas como realidade, contrariando Karl Marx, que defendia que “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

 

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