O OPINÃO

Nyusi sabe do Moçambola como da política do pão e circo

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Narciso Nhacila
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No sábado, a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) confirmou a realização do Campeonato Nacional, vulgo Moçambola, com a participação de 16 equipas e no sistema clássico de todos-contra-todos em duas voltas. Depois de meses de incertezas e discussões sobre a (i) responsabilidade de uns e outros actores do futebol nacional para que o Moçambola fosse jogado em um novo modelo, de duas séries de oito equipas cada, no sábado a LMF veio a público dizer que vai manter o modelo tradicional e diz que tem um défice de aproximadamente 62 milhões de meticais, cerca de um milhão de dólares, para fazer um campeonato nos moldes habituais, mas, percebe-se, a partir desse mesmo dia deixou de ter essa falta de dinheiro. O que estou para dizer é que não vale a pena pensar-se que houve milagre, que as empresas antes contactadas pela LMF e que haviam demonstrado indisponibilidade financeira inverteram a informação num abrir e fechar dos olhos. Nada disso! O que houve foi uma intervenção do Presidente da República, Filipe Nyusi, no sentido de viabilizar o Moçambola. É essa a mais pura verdade que, entretanto, cabe percebê-la e sintetizar a sua razão de ser para perceber a importância do futebol numa sociedade. Aliás, é este enquadramento que deve ser feito em sede de um jornal desportivo. E, para tal, é mestre recuar séculos, aliás, milénios, para perceber onde Filipe Nyusi teria aprendido a lição segundo a qual, no caso, nenhum político deve deixar o seu povo sem a festa de futebol. No antigo Império Romano, tal como no actual Moçambique, quem governava enfrentava muitas dificuldades, sendo que a insatisfação popular pelo custo de vida ou por tudo quando representa a vida em sociedade era das suas maiores preocupações. Os imperadores romanos foram sagazes em adoptar aquilo que viria a ser conhecido como sendo política de pão e circo. Ou seja, para que o povo que administrava não se interessasse cada vez mais de assuntos políticos, que tivesse motivos e tempo para analisar ou criticar a sua governação, os governadores romanos decidiram em passar a distribuir mensalmente pão e promover espectáculos de circo uma vez a cada cinco dias. Tendo pão para comer e matar a fome e espectáculos para se distrair, os políticos romanos garantiam que o povo sob sua administração não ia morrer a fome muito menos de aborrecimento.
 
desafio 20190415 75
 
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Moçambola 2019

Pos Equipe J V E D GC GM Pts DP
1. C. do Sol 30 20 6 4 25 56 64 +31
2. UD Songo 30 19 3 8 29 47 59 +18
3. Fer. Maputo 30 13 9 8 22 34 43 +12
4. Fer. Beira 30 12 9 9 25 34 43 +9
5. Fer. Nacala 30 12 5 13 31 28 40 -3
6. ENH 30 10 11 9 30 29 37 -1
7. LD Maputo 30 11 7 12 36 30 37 -6
8. Textafrica 30 11 7 12 30 22 37 -8
9. Des. Maputo 30 10 10 10 29 35 36 +6
10. Incomáti 30 10 10 10 31 29 36 -2
LD Maputo 5 : 4 Des. Maputo
Têx. Púnguè 1 : 1 Nacala
B. de Pemba 1 : 2 ENH
Chibuto 1 : 0 UD Songo
Fer. Nacala 1 : 0 Fer. Beira
Fer. Nampula 2 : 1 C. do Sol
Maxaquene 1 : 0 Fer. Maputo
Textafrica 1 : 1 Incomáti

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