AKURHILA SVAYILA, SVINYIKANA KOMBO!*

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Ungarhile, svayila, sviyikana kombo! Cresci ouvindo frases como estas sem-pre que me imiscuía em ambientes ditos de adultos, sobretudo quando estivesse diante de idosos. Tais pro-nunciamentos eram feitos em momentos melan-cólicos, mormente quando estivesse em visita a enfermos em estado terminal ou quando os mé-dicos revelavam dificuldades de cura a uma en-fermidade.

 O princípio, ao que soube mais tarde, é que não se podia revelar desespero e agonia diante de um acamado ou um outro ser que luta para sair de alguma debilidade. Ao faze-lo, não só mos-tramos a nossa fraqueza, assim como retiramos a esperança ao enfermo e agudizamos a sua si-tuação, o que pode não ser um bom agoiro para o paciente.

Desta forma, estaríamos a transmitir uma mensagem contrária a que se pretende. Isto é, em vez de devolver a esperança e encorajar a pessoa, estaríamos desesperá-la, não só a ela, como também quem está ao redor, essas foram as premissas.

Este episódio veio-me à memória quando vi as lágrimas de Anabela Cossa nos últimos mi-nutos do terceiro quarto no jogo da estreia da Selecção Nacional no Torneio Pré-Olímpico em basquetebol sénior feminino, na última quinta--feira.

A extremo do combinado nacional, que em Dezembro tornou-se bicampeã africana pelo seu Ferroviário de Maputo, não conseguiu disfarçar a sua agonia ao ver a Selecção Nacional a sucumbir diante da Nigéria, no jogo da esperança!

Estava depositada toda confiança naquela partida. Não era para menos. É que uma vitória colocava o basquetebol pela primeira vez nos Jo-gos Olímpicos. Ademais, a Nigéria era conside-rada a equipa menos forte que Moçambique de-frontaria de todas que compunham o seu grupo.

Foi assim que Moçambique arrancou com tudo, chegando a sair do primeiro quarto a ven-cer por 19-18, diante de uma equipa que há cinco anos não perde diante de uma similar africana. Havia muita esperança, mas no segundo quarto começou o descalabro! Apreensiva, a equipa na-cional não conseguia ter discernimento neces-sário, com várias perdas de bola. Só na primeira etapa foram mais de 20, o que deixou o seleccionador nacional estupefacto.

Deanof Potompuanha
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Moçambola 2019

Pos Equipe J V E D GC GM Pts DP
1. C. do Sol 30 20 6 4 25 56 64 +31
2. UD Songo 30 19 3 8 29 47 59 +18
3. Fer. Maputo 30 13 9 8 22 34 43 +12
4. Fer. Beira 30 12 9 9 25 34 43 +9
5. Fer. Nacala 30 12 5 13 31 28 40 -3
6. ENH 30 10 11 9 30 29 37 -1
7. LD Maputo 30 11 7 12 36 30 37 -6
8. Textafrica 30 11 7 12 30 22 37 -8
9. Des. Maputo 30 10 10 10 29 35 36 +6
10. Incomáti 30 10 10 10 31 29 36 -2
LD Maputo 5 : 4 Des. Maputo
Têx. Púnguè 1 : 1 Nacala
B. de Pemba 1 : 2 ENH
Chibuto 1 : 0 UD Songo
Fer. Nacala 1 : 0 Fer. Beira
Fer. Nampula 2 : 1 C. do Sol
Maxaquene 1 : 0 Fer. Maputo
Textafrica 1 : 1 Incomáti

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