O OPINÃO

A festa descolorida que podia ter sido tricolorida

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O ano de 2012 foi “tricolor”, no balanço desportivo, em geral, e no futebol, particularmente, para o Clube dos Desportos da Maxaquene, com a conquista do quinto título de campeão nacional de futebol, festa que não se vivia passavam nove anos. Foi um feito com muito sabor, atendendo e considerando o percurso feito por Arnaldo Salvado e seus pupilos, 

esmerando-se e enchendo-se de crença durante muitas jornadas em que a liderança da tabela classificativa do Moçambola foi do Ferroviário.

O ano passado foi mesmo “tricolor”, a avaliar pela onda tricolor que impunha a sua presença nos palcos futebolísticos deste país, do norte ao sul, com o percurso heróico a começar na chuvosa tarde do dia 15 de Setembro do ano passado, quando os “tricolores” decidiram chamar a si o protagonismo de destronar o Ferroviário do comando, derrotando os “locomotivas” por claros 2-0.

Seguiu-se um período apenas vitorioso, destacando-se um período de seis vitórias consecutivas, para além de outros momentos de alternância entre vitórias e empates. E tudo se consumou quando o golo de Gabito, na 22ª jornada, diante do Têxtil de Púnguè, após o falhanço de Xinavane, onde se esperava se fosse buscar o título.

Entretanto, logo a seguir assistiu-se a uma total aberração da qual me furto de imputar responsabilidades a quem quer que seja ou talvez invertendo o cenário, culpabilizando a todos que têm a nobre e honrosa tarefa de responder pelo emblema “tricolor”, que me arrisco a acreditar que já não tenha, entre os seus sócios, um sequer que tenha testemunhado o seu nascimento há 93 anos.    

Digo aberração, pois justamente no momento em que todos os Maxacas deveriam brindar e passarem uma quadra repleta de orgulho e de constante renovação de esperanças, também viveram momentos de verdadeiro pesadelo, quais vividos pelos seus vizinhos (aqui se justificando), com lamentações vindas de todos os cantos.

A tristeza de Ângelo Matenene, representante do despromovido Desportivo no último programa televisivo Bola ao Ar, não se diferia da de Roque Gonçalves, que dava a cara pelo campeão nacional, Maxaquene, principalmente quando confrontado com o pedido de demissão do respectivo presidente, Solomone Cossa.

Falou-se, tal como se continua a falar, de uma sangria, com muitos dos seus jogadores em final de contrato, sem que alguém tenha feito algo por os renovar. E o pior é que nunca se dizia nada de concreto, numa atitude idêntica àa de um membro de uma família que abre portas para a entrada do feiticeiro, o que nunca se compadece com o tamanho, idade e história do Maxaquene.

É verdade que o segredo é a alma do negócio e que mesmo os cães ladrando, a caravana passa, mas não julgo que seja de todo justo privar os sócios deste considerado mais popular clube do país de uma informação tão importante quanto garantir, oficialmente e com provas, que a estabilidade emocional da casa está incólume.

E, de facto, ficou claro que com a demissão ou não de Solomone Cossa, com a inscrição ou não atempada da equipa na CAF, a estrutura organizacional, emocional e até mesmo financeira do Maxaquene esteve sempre aos seus níveis, com a apresentação de reforços, garantias de estágio e, acima de tudo, da participação nas Afrotaças, para além das alternativas de campo, após a ruptura do negócio com o Grupo Afrin.

Dizem que águas passadas não movem moinhos, mas, por e para situações vindouras, deixem que os sócios tenham espaço emocional para desfrutar das alegrias que tanto ajudam a construir ao longo dos anos, para que as festas não voltem a ser descoloridas, mas tricoloridas, ou mesmo muticoloridas, tal como os Maxacas merecem. É que um dia os cardíacos não resistem.

Com todo o fair-play…

 

 

César Langa

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Moçambola 2019

Pos Equipe J V E D GC GM Pts DP
1. C. do Sol 30 20 6 4 25 56 64 +31
2. UD Songo 30 19 3 8 29 47 59 +18
3. Fer. Maputo 30 13 9 8 22 34 43 +12
4. Fer. Beira 30 12 9 9 25 34 43 +9
5. Fer. Nacala 30 12 5 13 31 28 40 -3
6. ENH 30 10 11 9 30 29 37 -1
7. LD Maputo 30 11 7 12 36 30 37 -6
8. Textafrica 30 11 7 12 30 22 37 -8
9. Des. Maputo 30 10 10 10 29 35 36 +6
10. Incomáti 30 10 10 10 31 29 36 -2
LD Maputo 5 : 4 Des. Maputo
Têx. Púnguè 1 : 1 Nacala
B. de Pemba 1 : 2 ENH
Chibuto 1 : 0 UD Songo
Fer. Nacala 1 : 0 Fer. Beira
Fer. Nampula 2 : 1 C. do Sol
Maxaquene 1 : 0 Fer. Maputo
Textafrica 1 : 1 Incomáti

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