MUDAM-SE OS TEMPOS MUDAM-SE AS VONTADES

Por: Gilberto Guibunda
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Fotos de José Gomes Pepe

Muitos ainda se lembram do músico e compositor português José Mário Branco, famoso com o célebre álbum /Mudam-se os tempos/ Mudam-se as vontades/ e cujo excerto prolonga-se: muda-se o ser, muda-se a confiança, todo o mundo é composto de mudanças, tomando sempre, sempre, novas qualidades. E se todo o mundo é composto de mudanças troquemos-lhes as voltas que ainda o dia é uma criança. Continuamente vemos novidades, diferentes em tudo da esperança. Do mal ficam as mágoas na lembrança e, do bem, e do bem se algum houve, as saudades.

Num momento de transição como esta que o histórico Automóvel & Touring Clube de Moçambique está a ter, o refrão de José Branco encaixa no que foi a prova de Drift de sábado último, que não se valeu muito pelas vitórias dos pilotos que subiram ao pódio, pelas centenas dos aficionados que se deslocaram ao kartódromo do clube, pelas novas conquistas de parceiros que deram outra visibilidade à prova, mas sim e sobretudo pela anunciada união entre a classe do desporto motorizado que há muito não se via.

Longe de fazer qualquer paralelismo entre o passado (colhe-se hoje porque alguém plantou, com dificuldades ou não, há méritos e desméritos) e o presente, longe de alimentar ou estabelecer comparações, longe de trazer elos, o certo é que o ATCM arrebentou pelas costuras, no sentido positivo, e aqui há que dar mérito aos organizadores do evento, que briosos empenharam- -se em trazer um evento ao nível do seu clube. Onde impera a união as coisas saem a contento, por isso a junção da AMMC, Moçambique Motor Sport e ATCM foi uma combinação perfeita para uma prova da magnitude que quiçá espelha, queira-se que sim, o que deverá ser o ano desportivo motorizado na presente época.

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