Que seja o desportivo no Moçambola

Por: AtanÁsio Zandamela

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Fotos de Jerónimo Muianga

E m Outros Campos descobrimos o lado desportivo pouco conhecido do bailarino e coreógrafo moçambicano Virgílio Sitole, que confessa ser adepto do Desportivo, por isso não esconde o desejo de vê-lo no Moçambola, ainda que seja a custo de uma AD Macuácua “provavelmente enganada como acontece com muitos de nós por pessoas que chegam ao país e em pouco tempo já têm a identidade moçambicana”, diz. Antes de encantar com as suas coreografias Virgílio Sitole tentou brilhar no desporto. Jogou futebol e praticou atletismo a nível escolar, em Matalane, e depois tentou praticar karate, mas não foi longe, muito menos no boxe, a nobre arte que chegou a treinar por influência de Alfredo Nyiuana. Não singrou em parte porque os progenitores não auguravam futuro melhor nesta aérea. A situação ficou mais difícil ainda porque nalgum momento do percurso o aproveitamento pedagógico não foi dos melhores e para os pais a culpa era do desporto. – “Foi assim quando estava na escola de jogadores do Desportivo. O sacrifício era maior para treinar, pois vivendo no Inhagóia vinha à baixa a pé. Acho que isso influenciou no meu aproveitamento escolar e os meus pais não gostaram e tive que desistir”, lembra. Mas Virgílio não desiste diante do primeiro obstáculo, por isso acreditou que podia dar certo no karate. –“Depois de falhar no Desportivo tentei no Zixaxa e ainda fiz alguns jogos mas sem me firmar, daí que experimentei o karate. Treinei na Escola Secundária Josina Machel. Mas desisti porque os métodos de ensinamento eram pesados. Lembro-me que com três semanas de treinos colocaram-nos a competir com os que estavam mais rodados e levei uma boa sova e nunca mais voltei”, conta. Porém, o bicho da luta estava a penetrar e quando deu conta de si “já estava a treinar boxe no Ferroviário por influência de um vizinho de então, o pugilista Alfredo Nyiuana, mas também não fui longe”, concluindo que o melhor era “ficar-se pelo futebol nos bairros”, explica.

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