TROCOU A BOLA PELO SAXOFONE

Por: Joca Estêvão
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Fotos de Urgel Matula

Olhámos para uma lista vasta de nomes candidatos para “Outros Campos” e ocorreu-nos, de imediato, o de Moreira Chonguiça, o etnomusicólogo de 41 anos de idade, casado e pai de duas meninas, nascido na cidade das Acácias, onde a vida deu-lhe opção entre o futebol e o saxofone.

Embora soubéssemos da sua viagem para a tournée na Alemanha e França para o lançamento e divulgação do M & M (Moreira Chonguiça e Manu Dibango), álbum lançado no Festival de Cape Town há sensivelmente um ano, arriscámos uma chamada e do outro lado da linha o sempre bem disposto “jazzman” moçambicano atendeu afavelmente, mesmo estando ocupado naquela manhã. Fomos até ele. Estava num ginásio, empenhado em exercícios, com a camisola dos Mambas, que jogam a 8 de Setembro com a Guiné-Bissau para o apuramento ao CAN-2019, como que em busca de apuro físico para encantar o seleccionador nacional, Abel Xavier. Aliás, estávamos a falar de ex-defesa, que segundo o seu treinador no “Bebec”, Mano-Mano, não era um jogador qualquer.

“ -Entre os meninos que representavam o bairro da Polana, nos princípios da década de ‘90, era dos que demonstrava talento para fazer uma grande carreira como futebolista”, como acontecera com o seu tio Cremildo Gonçalves, um dos melhores jogadores que o país viu nascer antes da independência.

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