PIOR INVERNO CANARINHO NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS

Por: Atanásio Zandamela
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Fotos de Arquivo
 
Campeã nacional de 2007, a equipa principal de futebol do Costa do Sol está a viver nesta época o pior Inverno, se preferirem, a pior transição da primeira para a segunda volta, das últimas cinco temporadas. Em 17 jogos – análise feita antes do jogo de ontem diante do Incomáti de Xinavane com quem havia perdido na primeira volta – deste Moçambola os canarinhos somam apenas 18 pontos (uma média de 0,94 por jogo) resultados aquém do investimento que se fez no início da época a pensar-se no tão desejado décimo título. É que o Costa do Sol iniciou os trabalhos da época pensando em África e porque teoricamente a ambição era grande apetrechou o plantel com14 caras novas – algumas não se sabe por onde nem o que fizeram desde que chegaram a Matchiki-Tchiki –, depois de ter deixado partir 11 que estiveram na equipa que foi vice-campeã nacional e vencedora da Taça de Moçambique no ano anterior. Deste plantel apenas 12 tiveram a confiança para continuar e prosseguir o ambicionado décimo título. E até começou bem a temporada, conquistando a Supertaça e o Torneio Top-8 Mavila Boy, mas depois falhou no limite à entrada para a fase de grupos da Taça CAF, o que aparentemente não era tão mau para quem regressava a África 10 anos depois da última aparição.
Mas após esse afastamento, aliado ao início não tão feliz no Moçambola, as coisas deixaram de sorrir para o lado de Matchiki-Tchiki. Como sempre acontece nestas ocasiões, o sacrificado foi a dupla técnica comandada por Fábio Costas, que deixou o comando canarinho ao cabo de seis jogos, nos quais havia conseguido oito pontos, resultantes de duas vitórias, igual número de empates e derrotas (ambas em casa, ainda que uma tenha sido em casa emprestada, o Estádio Nacional do Zimpeto, frente ao Incomáti). Chegou Horácio Gonçalves cheio de crença, mas sem a varinha mágica que o Costa do Sol precisava. E nalgum momento pode-se pensar que a emenda está a ser pior que o soneto e arriscamos mesmo a considerar que no lugar de melhorar a situação piorou. Ora vejamos: em 11 jogos – mais três que o antecessor – Gonçalves só conseguiu mais 10 pontos, uma média (1,1) inferior à do anterior, que fez 1,3 em seis jogos.