Abandonemos o hábito de empurrar instalações para construir obras rentáveis

Falando na quinta-feira durante o lançamento oficial do Atlas Desportivo de Moçambique, Vaquina reconheceu que, apesar de o Governo estar a desenvolver um programa de construção, reabilitação e manutenção de infra-estruturas desportivas, ainda há carências nesta área.

- O nosso país ainda carece de infra-estruturas desportivas, no sentido de que devemos continuar a construí-las de modo a aproximá-las cada vez mais  das comunidades, nas cidades e nas zonas rurais, disse.

Segundo sustentou, para tal é importante que a par doutras infra-estruturas prioritárias que temos vindo a construir, as infra-estruturas desportivas sejam igualmente incluídas nos programas e planos dos governos provinciais, distritais e dos municípios, sendo urgente que abandonemos o hábito de empurrar os actuais equipamentos desportivos das suas localizações nobres e próximas das comunidades para ocupar os espaços com construções mais rentáveis, desafiou.

De acordo com Vaquina, o desporto é uma actividade rentável, e investir na prática desportiva é investir numa sociedade física e mentalmente mais sã.

Para Maquina, o país possui infra-estruturas desportivas, muitas delas recém-construídas (novas e modernas), mas lembrou que também tem muitas outras degradadas, não tanto pela sua idade, mas pela falta de manutenção adequada, daí que disse que é desafio do Governo aos diversos níveis, dos conselhos municipais, federações e associações desportivas e clubes, proprietários das instalações, torná-las funcionais.

ATLAS É UM IMPORTANTE INSTRUMENTO DE CONSULTA

Alberto Vaquina disse ainda que o atlas tem como objectivo divulgar o património desportivo nacional, por se tratar de um documento importante que procura apresentar todas as infra-estruturas, sua localização geográfica, suas características e principais utilizadores.

Para Vaquina, o atlas apresenta informação sobre a situação actual do uso e aproveitamento das infra-estruturas desportivas no país, sendo por isso um importante instrumento de consulta, não só para a definição de políticas pelos sectores da Juventude e Desportos e da Educação, mas sobretudo um instrumento que permite ao Governo tomar decisões sobre em que locais implantar novas infra-estruturas desportivas ou reabilitar as já existentes.

Lembrou ainda que as vitórias conquistadas nas diversas participações se, por um lado, engrandecem-nos, por outro, aumentam a nossa responsabilidade na manutenção desses níveis de ganhos. Por isso temos de trabalhar para as nossas vitórias nas próximas competições internacionais.

O acto do lançamento contou com a presença de várias figuras nacionais da política e desporto, com destaque para o ministro da Juventude e Desportos, Fernando Sumbana; o vice-ministro, Carlos de Sousa; dois antigos dirigentes do pelouro (Joel Libombo e Pedrito Caetano); dirigentes federativos, e foi dirigido pelo primeiro-ministro, Alberto Vaquina.