Nilton: um canário inconformado com “pouco”

Por: Raimundo Zandamela
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Gosta de desafios e detesta estar na zona de conforto. É assim que o internacional sub-23 Nilton Ernesto (Nilton), ora ao serviço do Costa do Sol, se define como jogador de futebol. Aliás, o seu inconformismo começou a manifestar-se logo depois de ter sido confrontado com um amigo e colega de escola, que o abordou referindo que a sua equipa (Ferroviário das Mahotas) vivia apenas de derrotas atrás de derrotas, uma situação que o deixou revoltado perante essa realidade, que não fazia parte do seu dicionário.

– “Comecei no bairro da Polana-Caniço “B”, no campo da célula “H”. A princípio jogava com amigos do bairro. Tinha um colega que estudava na Escola Primária Polana-Caniço. Ele chamava-se Meque e jogava na equipa de infantis do Ferroviário das Mahotas. Um dia desses ele contou-me que a sua equipa só perdia nos seus jogos. Fique espantado e me questionei: que equipa é essa que só perde. Certo dia decidi fazer uma visita ao clube e pedi ao treinador que me autorizasse a fazer parte da mesma. Depois de muito tempo no banco, acabei entrando faltando 10 minutos para o fim do jogo. Felizmente, dentro desse período consegui agradar o técnico, pois ajudei a equipa a vencer. Fiquei feliz por isso, tanto é que na semana seguinte pediram a minha documentação para formalizar a minha integração. Infelizmente decidi sair do clube porque percebi que não havia ambição e havia muita desorganização e eu queria jogar num clube que me desse alguma visibilidade”, conta Nilton.

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