FAÇO PARTE DA HISTÓRIA DO CLUBE E NÃO DO PROBLEMA, NEM DA SOLUÇÃO

Por: Joca Estêvão
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Fotos de Jaime Machel
 
O ex-dirigente do Clube de Desportos da Costa do Sol, Rui Tadeu, aceitou quebrar o silêncio e falar do seu envolvimento no projecto que tinha por intenção rentabilizar os seus espaços, sobretudo. O também sócio canarinho analisou os momentos actuais da colectividade. A conversa com Rui Tadeu iniciou contextualizando o assunto sobre o processo da tentativa da rentabilização dos espaços da colectividade canarinha como forma de alavancá-la e poder conhecer outros voos, depois de uma fase em que a equipa de futebol, sobretudo, ganhara tudo o que tinha a conquistar no plano interno, explicando os passos desde o princípio, lembrando que o Costa do Sol foi vítima das enxurradas do ano de 2000, período em que as suas instalações ficaram praticamente soterradas, declarando-se um estado de calamidade. Daí o Costa do Sol tomou uma série de iniciativas de ressurgimento e beneficiou de uma série de apoios institucionais e clubes que se solidarizaram com a desgraça que o abalou, ajudando-o a se reerguer. Nesse ano,o Costa do Sol sagrou-se campeão nacional, que deu lugar à participação na Liga dos Campeões, com boa representação até à fase final de grupos. Criou-se uma estratégia de ressurgimento. Foram procurados espaços alternativos em Marracuene e espaços de aluguer para o funcionamento do clube. Iniciou-se, nessa altura, o processo da remoção das terras que cobriam quase por completo as referidas instalações, conseguindo reativar o Matchiki-Tchiki e o campo de futebol. Mas isso só não bastava. O clube partiu para um plano-director com o envolvimento de empresas especializadas de arquitetura e construção, na altura a custo zero, mas com perspetiva de retorno à posterior.