Há coisas que nem Paris consegue mudar

Portugal entrou na fase de apuramento para o Euro-2020 a perder pontos em casa, o que só deve surpreender os mais distraídos. Há décadas que ser português é isto. Por alguma razão, aliás, inventámos o fado: provavelmente porque gostamos de sofrer. gostamos de fechar os olhos e lamentar a nossa sorte. Ou antes, a falta dela. gostamos de viver em angústia, com um travo de amargura nos lábios e um assomo de ansiedade no coração. Faz parte de nós e da nossa individualidade. Mesmo que as novas gerações tentem ultrapassar esta imagem, há aldeias que permanecem habitadas por irredutíveis velhos do restelo. a Selecção nacional, por exemplo. Faz parte da identidade da Selecção nacional viver em permanente inquietude, em constante desassossego, em inalterável agonia. Por isso este empate só pode, de facto, surpreender os mais distraídos. O mais certo é, daqui a uns meses, estarmos obrigados a ir ganhar à Sérvia ou à ucrânia.

 

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