Nigéria a um ponto dos “oitavos”

A Nigéria é a selecção africana que está em melhores condições de atingir os oitavos-de-final do Mundial do Brasil-2014, depois de ter vencido, no sábado, a Bósnia-Herzegovina, por 1-0, ficando a um ponto de ocupar um dos lugares de acesso pelo Grupo F.

Apesar de ter sido derrotada pela Colômbia, no Grupo C, a Costa do Marfim (três pontos) ainda depende de si para chegar aos “oitavos”, precisando apenas de vencer a Grécia amanhã às 22.00 horas. Mas também pode passar caso não perca frente aos gregos e os japoneses não vençam a Colômbia, ou ainda em caso de derrota dos “elefantes” com uma diferença inferior a dois golos e um empate entre os colombianos e os nipónicos. O Grécia-Costa do Marfim é apitado pelo equatoriano Carlos Vela.

Ainda com hipóteses, mas já reduzidas, está o Gana, que soma apenas um ponto em dois jogos. Para a sua qualificação dependia tanto do jogo que teve lugar esta madrugada entre Portugal e os EUA. Uma derrota ou na pior das hipóteses um empate dos norte-americanos frente aos “tugas” recolocariam de novo os ganeses na rota dos “oitavos”.

Até ao fecho desta reportagem, a Argélia ainda sonhava com a qualificação, ao contrário dos “Camarões” que com duas derrotas em igual número de partidas disseram adeus aos “oitavos”.

Odemwingie aponta

caminho da Nigéria

Um golo de Peter Odemwingie, aos 29 minutos, acabou por selar o triunfo dos campeões africanos, que não venciam um jogo no Mundial desde 1998, edição em que chegaram aos “oitavos”. Depois disso, não venceram qualquer jogo em 2002 e 2010.

Já com uma das duas vagas do Grupo F de acesso aos oitavos-de-final entregue à Argentina, que somou o segundo triunfo ao vencer o Irão, do português Carlos Queiroz, com um golo de Lionel Messi, Nigéria e Bósnia-Herzegovina entregaram-se desde o apito inicial na procura dos três pontos.

O jogo disputado em Cuiabá, no Arena Pantanal, ficou marcado por uma má decisão do árbitro neozelandês Peter O’Leary, que anulou um golo por alegado fora-de-jogo de Dzeko, e por uma bola ao “ferro” do mesmo jogador já no período de descontos.

Entrou melhor a selecção africana, a explorar os erros da permeável e pouco pressionante linha defensiva da Bósnia-Herzegovina, criando perigo aos nove minutos, por Musa, que falhou a recepção na cara do guarda-redes Begovic, Obi Mikel, aos 11, e Onazi, aos 14.

Aos 20 minutos, a Bósnia-Herzegovina viu um golo mal anulado por alegada posição irregular de Dzeko, um dos seus jogadores mais esclarecidos, coincidindo este momento com o melhor período da selecção europeia.

Hajrovic, aos 23 minutos, segurou a bola, progrediu no terreno, flectiu para o centro e rematou forte para defesa do guarda-redes nigeriano Enyeama, que voltaria a intervir para negar o golo a Dzeko, aos 24, e a Pjanic, aos 28.

A Nigéria, sempre perigosa em acções de contra-ataque, levando a bola à área da Bósnia-Herzegovina em poucos passes, chegou à vantagem aos 29 minutos por Peter Odemwingie, num remate em posição central após passe letal de Emenike.

A Bósnia-Herzegovina reclamou de falta de Emenike no momento que antecedeu o golo, queixando-se de um toque do jogador nigeriano sobre Spahic, para ganhar posição, mas o árbitro Peter O’Leary assim não o entendeu.

Ainda antes do intervalo, Dzeko cabeceou com perigo mas à figura do guarda-redes nigeriano Enyeama e, já na segunda parte, foi a selecção da Bósnia-Herzegovina a que entrou mais determinada e apostada em chegar ao golo.

Dzeko e Hajrovic, aos 54 minutos, atrapalharam-se já dentro da área da Nigéria e desperdiçaram uma oportunidade para criar perigo, e Babatun, aos 55, procurou a sorte com um remate de longe defendido por Begovic.

Em apenas sete minutos, o seleccionador Safet Susic esgotou as três substituições, mas foi a Nigéria a rentabilizar a passividade defensiva da Bósnia-Herzegovina com dois remates perigosos de Emenike, aos 61 e 65 minutos, defendidos em dificuldade por Begovic.

A Bósnia-Herzegovina lutou sempre pelo golo do empate, para adiar o regresso a casa, levando o perigo a rondar, por várias vezes, a baliza da Nigéria, nomeadamente por Ibisevic, aos 74 minutos, e por Pjanic, aos 75.

Com o encontro a caminhar a passos largos para o fim, pertenceram ainda à selecção nigeriana as principais ocasiões de perigo, quase sempre protagonizadas por Emenike e Onazi e resolvidas, em segurança, pelo guarda-redes Begovic.

A derradeira oportunidade de golo do encontro surgiu para a Bósnia-Herzegovina, aos 90+3 minutos, através de um remate de Dzeko desviado pelo guarda-redes Enyema para o poste direito da sua baliza, depois de, minutos antes, o mesmo jogador ter ficado perto do empate.

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