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Celebrado quarta-feira última em todo o planeta o nosso país escolheu como lema das comemorações do Dia Mundial do Ambiente “Vamos Ordenar o Nosso Bairro para melhorar a Nossa 

Vida”, cujas cerimónias centrais decorreram na província de Sofala, distrito de Nhamatanda, com a presença da Ministra Para Coordenação da Acção Ambiental, Alcinda Abreu.

Conforme soubemos, a escolha do lema justifica-se pelo facto de Moçambique possuir mais de 70 por cento da sua população urbana (correspondente a 35 por cento da população total) vivendo em assentamentos informais.

Aliás, nota-se que nos centros urbanos, particularmente nas áreas circundantes dos grandes empreendimentos económicos e também nos aglomerados populacionais rurais, cresce a ocupação do espaço de forma desordenado. Este facto estende às áreas de reserva, resultante da fraca implementação dos instrumentos e da falta de capacidades das instituições em promover espaços devidamente ordenados.

Com efeito, o governo do nosso país concedeu o Programa Nacional de Ordenamento dos Bairros, e o mesmo decorre a partir deste ano até 2025 em todo o país. O seu enfoque centra-se na promoção de acções ao ordenamento territorial sustentável, sendo que decorrerão neste período actividades de sensibilização nacional sobre a necessidade e vantagens de ordenar os bairros.

Para o efeito, mensagens ambientais educativas que se vão incidir na sensibilização das comunidades sobre os aspectos de boas práticas de conservação dos bairros, serão disseminadas. Este programa irá incluir todos os seguimentos da sociedade, incluindo particularmente os bairros, as escolas e outros aglomerados populacionais nas áreas urbanas e rurais. 

Opinião

Será que os países têm a democracia que merecem? (4)

 Uma democracia não nasce por acaso, é um postulado de leis elaborado de forma colegial pelos actores políticos. Leis sujeitas a uma revisão constitucional de acordo com os desafios dos tempos. E quando estas entram em vigor tudo muda, incluindo o conceito da sociedade, como um espelho que nos observa. A democracia implica uma conquista da liberdade de escolha, dentro de um quadro político partidário, com origem no programa político, no qual o cidadão melhor se identifica. A comunicação e o diálogo, inclusão social política e religiosa são inseparáveis da liberdade. Mitos e rituais, que nos mantinham desavindos, são abandonados, e os que reforçam a unidade da família moçambicana, reforçadas. Passamos a atrair coisas boas. Passamos a ter de lidar com os outros, mulher, filhos, amigos, comunidade, e o mundo da forma como desejamos de ver gerida a política. Liberdade dentro de autoridade e dentro da diferença e respeito, pelo resultado do escrutínio eleitoral. Não se pode ser democrata continuando a desrespeitar a opinião dos outros, ser avesso áo diálogo, ditar ordens, e exigências à família, e no trabalho. O cidadão deseja o melhor para os filhos, e para a família, ao mesmo tempo que incute a responsabilidade e desejo que sejam livres de pensar por eles próprios.

Cristo e Maomé legaram-nos a possibilidade de uma vida eterna, e Moisés os mandamentos da Lei de Deus, assim como Platão e Aristóteles a democracia para nos governarmos. E se alguns de nós tem imensas dificuldades em lidar com as leis de Deus, existem os fiéis, e a democracia tem os seus fiéis seguidores como eu. Tivemos uma era da utopia democrática, onde a desigulalidade desalmada escudava-se na ideologia, hoje não existe ideologia política capaz de encobrir a desigualidade socioeconómica, assim como a morte do estado social. Ricos e pobres existem em democracias mais avançadas do que a nossa. A sociedade moçambicana ainda olha com desconfianca, e algum preconceito à existência de riqueza; ninguém deve ter vergonha ou receio de ser rico. Discrepâncias sociais, elites económicas, ou políticas sempre existiram. O que  contribui para o desenvolvimento e progresso numa sociedade é não baixar os braços, ....é por a iniciativa e criatividade ao serviço da família, que permite ao cidadão de um dia também ser rico. Devemos valorizar os mitos ancestrais de África, mas recusar os que contribuem para minar a unidade nacional. Saber adicionar no mosaico cultural experiências de vivência, assim como tradições, trazidas para enriquecimento do património cultural nacional.

 Paz e Democracia

 PS: Como autor do texto resevo-me no direito de não permitir que mesmo seja transcrito parcial ou totalmente por outro jornal ou blog que não seja Jornal Domingo.

Inácio Natividade

DA DESVALORIZAÇÃO DA NOSSA CULTURA E DA FALTA DA AUTO-ESTIMA

“Não olheis para o eu estar morena, porque o sol me queimo”, (Cânticos 1:6)

Por falta de madeira não será

O número é impressionante. A nível de todo o país o Défice de carteiras atinge 800 mil unidades, segundo titula o jornal “Notícias” na sua edição do passado dia 13 (página 4).

Tabelas de Preços

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Taxas de Câmbio do Dia

Países Compra Venda
Estados Unidos 30,43 30,63
Àfrica do Sul 2,91 2,93
Swazilândia 2,91 2,93
Meticais por 1000 Unidades de Moeda
Malawi 75.14 75,63
Tanzânia 18,69 18,81
Zâmbia 5,87 5,91
Zimbabwe 80,50 81,03
Japão 297,84 399,79
Meticais por Unidades de Moeda
Canada 27,83 28,01
Dinamarca 5,62 5,66
Inglaterra 50,93 51,26
Noruega 5,10 5,13
Suécia 4,68 4,71
Suíça 34,43 34,66
União Europeia 41,98 42,26

Fonte: Banco de Moçambique

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