Angola não deve nada ao mundo do hóquei!

 mundo do hóquei em patins pela esplendorosa cerimónia proporcionada, podendo mesmo passar a constar como uma das mais belas de sempre.

Por ser o primeiro "Mundial" da modalidade em 41 edições, a Angola carregou o fardo de mostrar ao mundo o que o Berço da Humanidade (África) tem de maravilhoso.

E num palco espectacular os angolanos exibiram o tradicional da sua cultura (quase típica deste continente) e o moderno - com danças apresentada por patinados - deixando boquiaberto muitos dos presentes por causa da sincronia na apresentação das diferentes danças e culturas locais.

O novo pavilhão, por razões de segurança, não esteve lotado, estima-se em cerca de 10 mil pessoas presentes para uma casa que tem capacidade para 12720 pessoas sentadas. Mesmo assim esteve colorido e com povo a trajar, na sua maioria, as cores do país anfitrião.

Foi simplesmente fascinante e maravilhoso o espectáculo que os angolanos apresentaram ao mundo através das 15 selecções que se juntaram a Angola para disputar até o próximo sábado a edição 41a do Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins.

Para os donos da casa trata-se apenas da concretização de um sonho, que vinha sendo adiado desde 1974 quando viu retirado o "Mundial" devido à questão política (foi no momento do 25 de Abril).

E 39 anos depois com melhores condições e outro entusiamo apresentaram uma festa esplêndida, com um desfile de um povo que levou ao palco dos jogos a diversidade da sua cultura, sob olhar atento do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, assim como de outros responsáveis locais e da Federação Internacional de Rink Hockey.

diversidade cultural

num só palco

No palco exibiu-se o que consideram como sendo a dança do Reino das Lunda, que mostra a cavalgada de um Estado soberano e também mostraram o "gingar" da mulher tchokwe.

De Cabinda, mais a Norte de Angola, veio a dança dos "Mbindas", que numa coreografia bem executada "varreu" o tapete novo do pavilhão multiusos de Luanda. A zona centro de Angola levou ao palco a unidade à volta da caça, que aqui é considerado como sendo um elemento que proporciona a tranquilidade e comunhão entre os povos. A região Sul, Namibe (onde está Moçambique desde sábado), levou à Luanda a cultura "mucubal", com ritmos bastante sincronizados e dançada com bastante alegria.

O mundo viu o que de tradicional tem Angola, mas também o que de moderno consegue fazer. Revestido de panos toscas, um grupo de jovens exibiu uma dança que se adapta aos outros tempos, mostrando uma Angola una mais diversificada pela sua cultura.

A patinagem artística, apresentada por um duo argentino, foi brilhante. A cada gesto dos patinadores, um aplauso de alegria dos presentes, pintava de felicidade da sala mais nova do desporto angolano. O belo da patinagem artística alegrou os presentes.

SELECÇÕES Lusófonos

MAIS acarinhadAs

Este momento histórico foi seguido pelo entoar do hino nacional de angolano através de um grupo de 200 coristas orientados pelo cantor lírico Célsio Mambo.

A cerimónia caminhava para o seu fim, mas ainda faltava a entrada patinando dos 116 artistaçs que representa as 16 selecções que dam corpo a este evento. E nesse momento, os lusófonos foram dos mais ovacionadas quando chamados a entrar na pista. Apenas Angola "venceu" Moçambique, ainda que Portugal e Brasil tenha sido igualmente saudados com alguma euforia. Por aí prevê-se que estes três países, que igualmente se comunicam em português tal como o anfitrião, terão certamente grande apoio.

Entretanto, a cerimónia de abertura do 41º Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, prova que decorre em Luanda e Namibe, terminou com a intervenção do Presidente da República, José Eduardo dos Santos. “Declaro aberto o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins”, foram as únicas palavras proferidas pelo estadista angolano.

Discursaram na cerimónia o presidente do Comité Internacional de Ring Hóquei, o alemão Harost Rutemberger, que elogiou o investimento feito para a concretização do primeiro "Mundial" em África.

Presentes lembraM-se da morte

do Presidente da federação de Uruguai

Todos os oito jogos da primeira jornada do Campeonato do Mundo foram antecedidos por um minuto de silêncio em homenagem ao presidente da Federação Uruguaia de Hóquei em Patins, Ernesto Cajaravilla, que foi morto a tiro na noite de 16 de Setembro corrente à porta de casa.

Ele já se preparava para deslocar à Angola juntamente com a selecção do seu país.

Angola entra a vencer

COM "KIRRO" A MARCAR 1oGolo

A seleção da casa, Angola, entrou com o pé direito no "Mundial", ao vencer a África do Sul, por 8-2, na primeira jornada do Grupo "C".
O jogo foi tão fácil que não foi preciso tanto trabalho para se ver os golos marcados por Johe (dois), Martin Payero (dois), João Pinto (dois), Big e Kirro. Ao intervalo Angola já vencia por 5-0.

Entretanto, Kirro, um dos mais experientes da formação angolana, fez o primeiro golo do Mundial. O atleta de 37 anos já disputou os Mundiais de 1999, 2001, 2003, 2005, 2007, 2009, 2011 e agora o de 2013.

Lembre-se que as 16 equipas que disputam a prova estão divididas em quatro grupos. Os dois primeiros classificados de cada grupo apuram-se para os quartos-de-final a disputar-se já na Arena de Luanda, ou pavilhão multiuso como é também designado, a partir de quinta-feira. Nessa fase o primeiro do Grupo “A” enfrentará o segundo do “B” e o primeiro do “B” jogará com o segundo do “A”. Já o primeiro do Grupo “C” jogará com o segundo do “D” e o primeiro do “D” terá pela frente o segundo do “C”.

Quadro de resultados

e próximas jornadas

Grupo “A”

Espanha-Suíça ()

Àustria-Brasil ()

Hoje

Suíça-Brasil

Àustria-Espanha

Amanhã

Suíça-Àustria

Espanha-Brasil

Grupo “B”

França-Argentina ()

Alemanha-Uruguai (10-1)

Hoje

Uruguai -França

Argentina-Alemanha

Amanhã

França-Alemanha

Argentina-Uruguai

Grupo “C”

África de Sul-Angola (2-8)

Chile-Portugal ()

Hoje

Chile-Angola

África de Sul-Portugal

Amanhã

Angola-Portugal

Africa de Sul-Chile

Grupo “D”

Itália-Moçambique ()

EUA-Colômbia (7-6)

Hoje

Moçambique-EUA

Colômbia-Itália

Amanhã

EUA-Itália

Colômbia-Moçambique

Texto de Atanásio Zandamela,

nosso enviado especial a Angola