Cultura angolana estará em destaque na abertura

De acordo com o programa, a cerimónia terá três fases, a primeira executada com tecidos e texturas, seguindo-se momentos de percussão com tambores e o logotipo da prova formado por patinadores.

Disse que foi programado para que se mostre ao mundo tudo de bom da cultura do país.

Dezasseis equipas participarão na prova a decorrer de hoje até dia 28 próximo nas cidades de Luanda e Namibe.

Entretanto, três horas depois da cerimónia, Angola e África do Sul realizam a partida inaugural. Estas duas selecções estão enquadradas no grupo "C" ao lado do Chile e Portugal.A outra série ("A") que tem Luanda como sede é formada pela Espanha, Brasil, Áustria e Suíça.

No Namibe estarão as séries "B" (Itália, Moçambique, EUA e Colômbia) e "D" (Argentina, França, Uruguai e Alemanha).

Cinco mil polícias garantem

segurança no Mundial

A Polícia Angolana mobilizou 5 mil efectivos para garantir a segurança do Mundial de Hóquei em Patins, que arranca esta tarde (17.00horas de Angola e 18.00horas de Moçambique) em Luanda.

A imprensa angolana cita o comandante geral da Polícia Nacional, comissário chefe Paulo de Almeida, a afirmar que deste efectivo, em princípio, três mil estarão em Luanda e dois mil em Namibe dois mi.

Entretanto, o comissário sublinha que "são números dinâmicos, isso vai estar sempre em função, também, do fluxo e da própria situação concreta do momento ou do dia", sublinhou .
Um "Mundial" que chega

com 39 anos de atraso!

Para os angolanos o 41o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, o primeiro em África, acontece com 39 anos de atraso, uma vez que ainda sob governação portuguesa já o teriam acolhido em 1974. Mas tal não se efectivou devido ao fenómeno de 25 de Abril de 1974, que mexeu com a estrutura política de Portugal.

E hoje com o arranque do evento os angolanos dizem ter chegado a hora de fazer a justiça e esperam que nos resultados da selecção sejam os melhores possíveis.

Para que tudo corra bem os angolanos investiram fortemente, sobretudo nas infra-estruturas com a construção de dois pavilhões, nomeadamente em Luanda (pavilhão Muitiuso) e Namibe (Welwitschia).

(Atanásio Zandamela, nosso enviado especial a Angola).