Clubes queixam-se de más condições de alojamento

Dois clubes que participaram no Campeonato Nacional de Futebol de Juniores que ontem terminou na cidade da Beira se queixaram da má organização do evento. Trata-se de Costa do Sol e Vilankulo FC, que deploram as condições de alojamento nos internatos onde se encontravam.

Por  Benfica Preta

O treinador do Costa do Sol, Artur Comboio, disse que a sua colectividade teve várias dificuldades na prova por não encontrar meios adequados para alojamento da equipa. Entre várias coisas, Comboio disse que não tinham lençóis  nos quartos, redes mosquiteiras e ainda havia falta de água.

“Chegámos tarde à cidade da Beira para o Nacional e não fomos bem acolhidos pelos organizadores. Fomos colocados num internado que tinha problemas de base para alguém viver. Como sabem, os jogadores são crianças e devem ser tratados bem, mas isso não aconteceu até no que toca às condições de dormir. Não tínhamos lençóis nos primeiros dias e também havia problema de água nas torneiras”- disse, tendo depois secundado que, “depois de falar com os organizadores, tentaram resolver uma parte do problema, mas a falta continuou de água”- atirou.

O Costa do Sol depois, depois de colocar o caso à comissão, ameaçou abandonar a prova, mas isso não chegou a efectivar-se.

- Queríamos abandonar o nacional porque não havia condições mínimas para continuarmos. Depois do diálogo, e para respeitar a prova, decidimos continuar e demos boa replica, pese embora não tenhamos conseguido passar para a final- anotou.

Já Artur Romão, treinador do Vilankulo FC, disse que o seu clube se debateu com o problema de água no internato onde estavam alojados.

- Acho que esta experiência não foi toda boa para os clubes. Viver num lugar onde há problema água nas torneiras é um atentado à saúde para os miúdos. A água saía das 7h às 8 horas. Nas tardes, era das 18h às 19, o que criava transtornos para nós, uma vez que éramos muitos para tomar banho. Creio que a federação tirou nota disso e que das próximas vezes devem fazer um estudo do local para acolher um Nacional- atirou.

FEDERAÇAO DÁ NOTA POSITIVA

Depois de cair o pano do Nacional, Johane Matola, representante da Federação Moçambicana de Futebol, disse que a prova decorreu sem sobressaltos, pese que tenha havido uma e outra questão,  mas sem muita relevância.

- Creio que realizámos o campeonato sem problemas. Em relação às reclamações apresentadas pelo Costa do Sol, entendemos que não têm capital importância, uma vez que a equipa chegou tarde ao evento. Para nós, a Associação Provincial de Futebol de Sofala fez o seu máximo e os clubes não têm motivo de queixas. Aliás, não encontro outro clube que se queixou senão o Costa do Sol. Em relação à água, sabe-se que a cidade da Beira atravessa um período complicado no seu fornecimento, ainda assim o precioso líquido, saía sem muitos problemas- apontou.

Enquanto isto, Manuel Neito, membro da Associação Provincial de Futebol de Sofala, afastou-se das queixas apresentadas pelos dois clubes.

- Não pode haver queixas porque nós cumprimos com as nossas promessas quando apresentámos a nossa candidatura para acolher o Nacional. Sobre a falta de água que o Costa do Sol e Vilankulo FC referem, entendemos que há falta de humildade na parte dos clubes. Nós fizemos um esforço para que os miúdos ficassem alojados nas melhores condições possíveis. Nos internatos, nesta fase de férias, pode-se ter uma e outra dificuldade, mas os horário para a saída de  água nunca se altera e cabe às pessoas habituarem-se a isso. Portanto, não podemos querer manchar ou não reconhecer o trabalho dos outros. O Nacional decorreu sem sobressaltos- disse.

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