A VONTADE DE RIMAR RELEGOU O “BASKET” AO SEGUNDO PLANO

Por: Deanof PotomPuanha
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Fotos de Isaías Sitoe

A primeira impressão com que se fica de Edson da Luz, ou para muitos Azagaia, pode ser Hip-Hop, rap, activismo, intervenção social. Tem dois álbuns individuais (Babalaze e Cubaliwa) e prepara o terceiro. Tem também um colectivo, lançado com a sua dupla, Dinastia Bantu (Siavuma). Pouco se fala, pouco se sabe do Mano Azagaia, como também é tratado, mas jogou basquetebol por cerca de 12 anos, tendo, em seniores, festejado o título de campeão nacional pelo Desportivo, em 2002. No ano seguinte o Desportivo voltou a ser campeão nacional, por sinal o último, antes de voltar a erguê-lo na época 2014/15.

Filho de Jorge Hernany da Luz (natural de Sal, Cabo Verde) e de Lucília Maria Teresa Simão (natural de Homoíne, Inhambane), Edson da Luz é casado com Rosa da Luz e pai de Motema (10 anos) – nome que em língua Lingala, falada na República Democrática do Congo e República Popular do Congo, significa “meu amor”, inspirado na música de Kaysha – e de Winili (7 anos), que significa “venci” em várias línguas bantu. Este último nome atribuído por ter sido resultado de um parto difícil.

O rapper, que nasceu a 6 de Maio de 1984, em Namaacha, província de Maputo, começou a jogar no Ferroviário de Maputo, na altura com cerca de 12 anos. Mas ainda teve uma curta passagem pelo Maxaquene, antes de “atracar” no Desportivo, onde deu continuidade à formação (ainda em iniciados) e fez todos os escalões. Foram 11 anos, sempre jogando como base e poucas vezes variando para extremo.

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