Ferroviário escreve certo em linhas tortas!

Por: Raimundo Zandamela
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Na prática bastava apenas um empate sem golos para os treinados de Akil Marcelino, técnico da Liga Desportiva de Maputo, carimbarem o passaporte para a final da Taça Moçambique. Quem acreditou que podia fazer diferente foi a equipa do técnico português Rogério Gonçalves, do Ferroviário da Beira, que apesar do empate a uma bola consentido na Beira conseguiu dar a volta ao texto, impondo uma vitória incontestável sobre a Liga Desportiva de Maputo, por 2-0. Babo (20’) e Dayo (22’) foram os marcadores dos dois golos que colocam uma vez mais a equipa beirense na final desta que é a segunda maior prova futebolística do país. Uma vitória que coloca a equipa na final da Taça de Moçambique.

Foi na verdade uma vitória conquistada com muita crença e garra, depois de um começo titubeante que quase colocava a equipa beirense em risco na eliminatória. Foi necessário que o Ferroviário da Beira tivesse de passar por esse sofrimento, escrevendo o certo por linhas tortas, tal como reza o velho adágio segundo o qual Deus escreve certo em linhas tortas. Um sacrifício que valeu à pena. Um verdadeiro suspiro que de certa forma servirá de bola de oxigénio para a equipa salvar uma época cheia de dissabores.

De resto, viu-se em campo uma Liga permissiva, sem ambição e muito relaxada, o que se pode dizer perante a forma desinteressada com que abordou o jogo frente ao seu adversário, o Ferroviário da Beira, este que teve uma atitude mais adulta e que procurou reverter a desvantagem na eliminatória.

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