Quero ser presidente da FIFA para voltarmos a falar de futebol

A introdução de reformas para conferir uma maior transparência nas finanças da FIFA e, por conseguinte, acabar com a onda de corrupção que neste ano de 2015 atingiu o apogeu com a prisão e posterior demissão de muitos quadros daquela entidade, com o ex-presidente Joseph Blatter à cabeça da lista, é uma das apostas do suíço Gianni Infantino, secretário-geral da UEFA e um dos cinco candidatos à presidência da FIFA nas eleições de 26 de Fevereiro de 2016.

Para o advogado de 45 anos de idade, só assim na FIFA se pode voltar a falar de futebol, numa clara alusão ao facto de nos últimos anos terem sido as avultadas somas de dinheiro geradas pelo órgão reitor do futebol mundial que mais estiveram em cima da mesa do que as estratégias para o desenvolvimento da modalidade nas reuniões dos seus membros.

A propósito, Infantino diz que a FIFA precisa de um processo democrático no qual, mais do que votar, as federações de todo o mundo têm de falar e ter uma voz que possa ser ouvida para dizer o que necessitam verdadeiramente.

Só depois disso, de acordo com Gianni Infantino, é que na FIFA se pode voltar a falar de futebol.