Machel desafia árbitros

O último caso de amplitude nos “media” aconteceu em Quelimane, quando Estêvão Matsinhe assinalou uma grande penalidade a favor da Liga Desportiva de Maputo, numa altura em que a equipa anfitriã e os seus fervorosos adeptos se preparavam para celebrar um sempre saboroso empate defronte do campeão nacional em título.

Nota proeminente no caso acima dado como exemplo é o facto de Estêvão Matsinhe ser gestor da Academia da Namaacha, pertença da Federação Moçambicana de Futebol que, por sua vez, é presidida por Feizal Sidat, irmão de Rafik Sidat, presidente da Liga Desportiva de Maputo, ligações que acalentaram as suspeitas que se seguiram e agigantaram as inquietantes manifestações de Quelimane.

Falando circunstancialmente por ocasião da apresentação da candidatura do dr. Manuel Chang ao cargo de presidente da FMF aos seus partidários na província de Maputo, o agora instrutor-FIFA e professor Francisco Machel alargou-se em explicações sobre as prováveis causas das censuráveis falácias sobre a arbitragem, garantindo convincentemente que “não é por falta de formação dos árbitros”.

‑ Acho que já devíamos começar a pensar numa espécie de lei da probidade também para os árbitros– insinuou o antigo juiz internacional, mostrando-se claramente moído com a Comissão Nacional de Árbitros de Futebol (CNAF), a ponto de ficar melindrado com a grotesca imagem de “uma comissão com apenas duas pessoas”

– Como é que a arbitragem pode funcionar?– Indagou-se.

Aliás, o facto de quase ter sido desdenhado pela reduzida e abreviada comissão fez com que Machel também se excluísse do futebol nacional – à excepção, claro, da sua vertente formativa sob a égide da FIFA – e na ocasião se reapresentando para dar o seu valioso contributo ao futebol, por via do apoio expresso à candidatura do dr. Manuel Chang, conforme afiançou esperançoso em mudanças e substantivas reformas.