Manuel Chang projecta-se no triângulo do norte!

Almiro Santos, em Nampula

Já no findar desta primeira fase da sua expedição pelas várias susceptibilidades do futebol nacional, o candidato à presidência da Federação Moçambicana de Futebol, Manuel Chang, aportou sábado a cidade de Nampula, onde juntou quase uma centena de influentes agentes da modalidade ali radicados e representado o valorado triângulo nortenho, composto pela província anfitriã e ainda por Cabo Delgado e Niassa, apelando fortemente à centelha do agregamento e ao futebol como factor de união.

Perante uma plateia com factores de diversas variáveis e latitudes, o encontro levou à sala de conferências do Hotel Executivo algumas lendas vivas do futebol nacional, casos do antigo árbitro internacional Mário Monteiro, dos avançados Martinho e Hermínio que se celebrizaram no Maxaquene, dos guarda-redes Nelinho e Armando Cuna, dentre muitas outras caras arredadas, por motivos de índole vária, do fenómeno que os celebrizou.

Também o dirigismo se tornou presente num encontro que se guindou pelo exercício da democracia, como aliás fizeram questão de aludir grande parte dos intervenientes, entre os quais o próprio presidente da Associação de Futebol de Nampula, que momentos antes até tinha estado em arrazoada conferência com o actual presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, coincidentemente por essa altura também em Nampula mas aviado da cidade capital para Nacala depois de distribuir, generosamente, bolas e equipamentos na capital provincial.

Aliás, de prosa com desafio, o presidente da Associação Provincial de Futebol de Nampula confirmou ter participado nessa manhã de um encontro com Feizal Sidat, do qual resultaria a oferta-surpresa, por parte do benfeitor e presidente da FMF, de bolas e de equipamento para uma selecção de Sub-17 que ele próprio confessou não estar ainda constituída e que, aparentemente, disputaria torneios interprovinciais em datas também não especificadas.

Mas para além do presidente da Associação Provincial de Futebol, o dirigismo desportivo, particularmente o afectiva e umbicalmente ligado ao futebol, também se mandatou pelo incontornável Abdul Hanane, “dirigente, treinador, roupeiro, massagista e seccionista”, conforme salientou, perante um coro de gargalhadas, quando teve que se expôr e anunciar o seu incondicional apoio à candidatura de Manuel Chang seja, de acordo com as sua emocionada e comovida intervenção, para “salvar o futebol”.

‑ Temos a sorte de ter um presidente que gosta de futebol, por isso mesmo acredito que agora podemos avançar. Longa vida e saúde para Filipe Jacinto Nyusi! – proclamou Hanane, auto-flagelando-se logo em seguida ao acrescentar que “assim deixaremos de vender os campos de futebol”, claramente se referindo ao caso do “seu” Benfica de Nampula.

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