Federados jogam em torneios de bairro para suportar as suas famílias no defeso

Joca Estêvão

Fotos de Luís Muianga

Os dirigentes dos bairros deram a cara para falar sobre o envolvimento de federados em torneios em zonas periféricas da capital do país, defendendo que, além de manter a forma física para a época seguinte, os jogadores actuam em campos arenosos e não nivelados, para garantir o sustento das suas famílias no defeso, dado que os clubes não pagam salários nesse período.

Com o início dos trabalhos da pré-temporada, os torneios dos bairros também chegou ao fim. desafio concede um espaço para os organizadores dessas reagirem as críticas que lhes foram dirigidas, por permitirem que jogadores federados estivessem nelas envolvidas. Joaquim Soto, também conhecido por Quizito, e Arlindo Manhiça, da equipa do Mbuva e Amigos, falaram em nome de todos os dirigentes e organizadores desses torneios, reconhecendo, em primeiro lugar os perigosos que se afiguram para os jogadores, devido as condições em que os campos se apresentam e também virilidade que se empresta aos jogos.

Os jogos são mais viris que os jogos oficiais, dada a dimensão dos recintos onde estes são realizados. A entrega dos jogadores à competição também é muito grande. É um mal, visto por esse lado, mas, pode-se dizer que os federados emprestam outro tipo de diversão aos populares que não têm a oportunidade de os ver competir em jogos oficiais, disse Quizito, que mais adiante, na conversa, afirmou que não a inclusão de federados nos torneios de Mavalane não estava previsto no ano passado. Mas, acabamos por integrá-los. Prestamos um grande apoio aos jogadores, pagando prémios de jogo, logo no final dos jogos, o que não acontece em alguns clubes. Os estímulos que damos aos jogadores, são superiores a de alguns clubes do provincial. Também concedemos refeições decentes durante a semana, disse Quizito, secundando por Manhiça, referindo que cada atleta celebra um compromisso, que não consideramos contrato para poder competir. 

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