AINDA NÃO É ESTA A VEZ DO DESPORTIVO DE MAPUTO

Por: GILBERTO GUIBUNDA
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Foto de ArquivoV

Aquele que Michel Grispos um dia disse que até 2021 seria o maior e melhor clube de Moçambique ainda não ressurgiu das cinzas!

Na euforia do título nacional conquistado no Moçambola-2006, o então presidente dos alvi-negros deixara neste mesmo Jornal a seguinte promessa: “sentimos que estamos a atingir o ponto de equilíbrio para darmos outro salto. Colocamos 2021 como meta final deste processo. Acreditamos que no final de 2009/2010, quando a actual Direcção terminar o mandato se calhar já não estaremos a dizer que a meta é 2021, mas sim 2015. É possível porque o Desportivo está a reerguer-se com muita rapidez. Definimos o futebol como foco principal. Tudo deve girar em torno do futebol porque é a modalidade que mais vende, arrasta massas e tem mais visibilidade. É por isso que capitalizamos o futebol e tentamos que nos traga este efeito multiplicador. (…) Temos de continuar a ganhar… sabemos o que temos, o que queremos e o que podemos buscar” - fim da citação.

Era este o Desportivo de Maputo que Grispos sonhara, porém anos mais tarde foi traído por várias vicissitudes que não cabem nestas linhas enumerá-las. O quase centenário clube de Amade Chababe Amade, Calton Banze, Aly Hassan, Tico-Tico, Dominguez, Dário Monteiro, Mexer, Zainadine… está em insolvência, sem a nau que lhe possa fazer retornar à margem. O Professor Inácio Bernardo, que comanda o leme, tal como muitos outros que se identificam com as cores da ventoinha preta e branca, acreditam num amanhã feliz, mas este demora chegar e mais do que isso outros emblemas se vão superando na concorrência. Com a velocidade com que a Associação Black Bulls vem, é provável que o próximo ano seja mais tremido ainda para o Desportivo de Maputo.

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