Parabéns mister!

Foi com uns “parabéns mister!” que o Ministro da Juventude e Desporto, Alberto Nkutumula, dirigentes e figuras da música moçambicana, sobretudo de jazz, patrocinadores, amigos, familiares, desportistas e muitos outros ovacionaram o antigo judoca, Edson Marcelo da Silva Madeira, no dia de sua homenagem, que coincidiu com o fim oficial de duas décadas enquanto atleta profissional. É apenas um ponto final na alta competição para abraçar outros desafios no judo, ainda mais delicados, que passam por dedicar-se aos mais novos, de forma a transmitir o que aprendeu ao longo dos 20 anos, muitos deles representando o país além-fronteiras e sempre com vontade de vencer, tal como frisou o próprio atleta.

– É difícil explicar a minha carreira por ter sido longa. Quando iniciamos a nossa carreira e conhecemos o objectivo pelo qual viemos ao mundo, damos sempre o melhor de nós exigindo esforço pessoal e por vezes familiar. Numa carreira de alto rendimento há que escolher o momento certo de deixar a competição. A minha retirada prende-se fundamentalmente com a vontade própria e pelo objectivo de dedicar mais tempo para os mais novos, de modo a transmitir-lhes tudo o que aprendi ao longo desses todos anos. Quero fazer algo com os mais novos de modo a que continuem a levar o nome do país pelo mundo. Chegar a esta decisão foi um momento doloroso, mas também feliz, porque sinto que cumpri cabalmente o meu dever - frisa emocionado o homenageado.

o Ministro da Juventude e Desporto, Alberto Nkutumula, deixou elogios ao ex-atleta e adverte aos desportistas para serem mais prudentes nas suas modalidades.

– Cada atleta deve procurar se evidenciar na modalidade que pratica. Neste caso, o Edson Madeira, numa carreira de vinte anos, se evidenciou no judo nacional. É uma referência que deve ser seguida e ninguém questiona as suas capacidades como um bom judoca. Agora, como treinador, já está a produzir frutos. Isso para nós dirigentes honra nos ainda mais. Esperamos que os alunos dele continuem a afirmar-se para que Moçambique seja referência no continente africano e no mundo – augurou Nkutumula.

Gilberto Guibunda/Luís Muianga