Ferroviário de Maputo silenciou ontem Chiveve no primeiro “play-off” da final

 Helton Ubisse, da equipa da casa, foi quem inaugurou o cesto das tabelas provisórias.

O Ferroviário de Maputo sentiu a fúria do "Caldeirão" (faltaram cerca de 300 espectadores para preencherem os 3000 assentos) e não conseguiu se soltar. Mesmo depois de três minutos não tinha nenhum cesto (0-2). Aliás, as duas equipas entraram algo tensas. Milagre pediu desconto de tempo. Posicionamento corrigido e Maputo passou para a frente (11-5) e foi a vez de Nasir requisitar "time-out".

Houve espaço para "show". Há uma queda de Canivete e dois homens da limpeza entram em pleno jogo a alta velocidade, secando a área humedecida. A partida em andamento. Na mesma sequência, o Ferroviário da Beira fez dois pontos. Jogada muito contestada. Os "locomotivas" da Beira chegaram a perder por 18 pontos (61-43), no terceiro período, depois de irem ao intervalo com uma desvantagem de seis pontos (37-31).

Mas a situação foi bem pior no último período, quando os caseiros se viram numa desvantagem de 23 pontos (70-47). Um "alay-yoop" entre André Velasco e Ismael Nurmamad levantou o público, motivou (e de que maneira!!!) os anfitriões, recuperando (70-55). Faltavam seis minutos para o fim e pouco fizeram para contrariar o forte "esquadrão" de Maputo, comandado por Ermelindo Novela, o "cestinha", com 24 pontos.

Amanhã, às 18:00 horas, os dois adversários cruzam-se no Jogo-2, podendo, em caso de vitória, os "locomotivas" da capital, lutarem para vencer o jogo de sábado e tornarem-se bicampeões nacionais, havendo a referir que em caso de vitória do Ferroviário da Beira a final arrastar-se-á para lá de sábado.

Deanof Potompuanha