O “meeting” da discórdia

Quando tudo indicava que se pudesse destacar as poucas (sete) medalhas conquistadas no “meeting” regional de atletismo, ainda que sem as marcas desejadas, o facto é que a participação moçambicana foi relegada para o segundo plano, face a acusações, algumas que têm sido relacionadas com os últimos dias que antecedem as eleições na FMA.

Tudo começa quando parte dos atletas nacionais que participaram no “meeting” regional de atletismo, que teve lugar em Harare, no Zimbabwe, voltaram “incendiários”, devido àquilo que chamam de tratamento pouco digno durante a viagem e no local do evento.

Uma das coisas que os desgostou foi o valor do “pocket money”, que dizem ter sido de 200,00Mt à ida e outro à volta, enquanto Shafee Sidat diz que foram “200 por cada percurso”, o que nas suas contas perfaz perto de 800,00Mt.

A viagem a Harare, que não contou com Alberto Mamba e Creve Machava, por terem optado por ir à Noruega para um “meeting”, foi via terrestre, com partida de Maputo numa carreira até Chimoio, de onde foram transportados até à fronteira de Machipanda num mini-“bus” de 15 lugares conduzido pelo conhecido treinador Fernando João e depois seguiram num autocarro para Harare, situação que se repetiu no regresso.

Alguns atletas que estiveram em Harare surgiram na imprensa a criticar a forma como dizem terem sido tratados. Salomé Mugabe, que conquistou uma das duas medalhas de ouro para o país, foi uma das vozes contestatárias. De uns anos para cá muitos atletas têm mostrado trabalho, mas o presidente não reconhece o nosso esforço e sacrifício, disse.

Atanásio Zandamela

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