Costa do Sol desloca-se ao Songo em vantagem

Num jogo em que fizeram de tudo para sair com uma margem melhor para a segunda mão, os comandados de Rui Évora venceram apenas por 1-0 a União Desportiva do Songo. Ainda assim, deslocam-se ao distrito de Cahora Bassa em melhores condições de lutar pela qualificação para a final da Taça de Moçambique e, deste modo, poderem salvar a época, uma vez que é um dado adquirido que o campeonato já lhes fugiu, aliás estão numa posição incómoda na maior prova de futebol moçambicano, contrastando com a posição de vice-campeão do ano passado.

O golo solitário de Pai, apesar da bela execução, num remate em arco, na sequência de um pontapé livre, deixou o guardião Swini mal na fotografia, acabando por comprometer a missão da sua equipa em terreno alheio.

Lembre-se que o Costa do Sol, sempre que disputou a Taça de Moçambique frente à União Desportiva do Songo, levou a melhor. Aliás, nas duas anteriores presenças nos quartos-de-final desta prova, os “canarinhos” foram sempre os carrascos dos “hidroeléctricos”.

Este ano, o primeiro nas meias-finais na sua história, a equipa do Songo volta a ter, pela ironia do destino, de atravessar o caminho dos “canarinhos” e, para a sua infelicidade, os homens treinados por Rui Évora, auxiliado por Artur Comboio, têm meio caminho andando para chegar a mais uma final, o que, a acontecer, destruiria o sonho de Artur Semedo e da sua equipa de lutar em simultâneo pelo Campeonato Nacional e Taça até ao fim.

Na partida de Maputo, Swini saiu lesionado e foi substituído por Gugu, enquanto Tony foi expulso, numa jogada em que os “canarinhos” reclamaram grande penalidade, alegadamente por uma carga sobre Parkim, dentro da área contrária “hidroeléctrica”, vendo a segunda cartolina amarela e, consequentemente, o vermelho.

Joca Estêvão/Luís Muianga