Habilidade de Luís dá meias

As duas equipas já haviam disputado três jogos entre si, tendo os locomotivas vencido por duas vezes e empatando uma, ou seja, a União Desportiva do Songo perdera na Taça da Liga BNI (1-0), perdendo, no Chiveve, para o campeonato por 3-2, numa partida polémica, sendo que na primeira mão, também no Chiveve, aconteceu o tal empate sem abertura de contagem. Na partida da Beira, houve uma grande contestação à arbitragem por parte dos homens do Songo.

Importa referir que as duas equipas não dispunham de algumas unidades habituais nos seus plantéis. Na equipa da Songo, Jerry, por opção, Stélio, por lesão, e Mucuapel por ter visto quinto amarelo no Moçambola, ficaram de fora, enquanto na equipa visitante notou-se a ausência de Gildo e Maninho, lesionados, sendo que Fabrice não entrara nas contas de Nyirenda para este jogo.

A entrada para o jogo, aos trinta segundos, Nelito isolou-se e levou a bola ao poste de Swini, com este completamente batido. Depois, a União Desportiva do Songo mostrou-se claramente superior ao adversário, dando um verdadeiro recital, com grandes jogadas de envolvimento, onde Cambala, Banda, Cremildo, Luís Miquissone, Zé Luís, Tony e Chireque eram as principais armas apontadas aos forasteiros, com Mano, Hermínio e Sataca Júnior a darem segunda na retaguarda.

Aos seis e aos dez minutos, a equipa da casa não foi discernida para finalizar melhor a duas jogadas de laboratório, sempre com Luís e Chireque perdulários. Todavia, aos 12 minutos, Chireque conseguiu fazer um chapéu a Soarito, que não chegou a tempo de interceptar a bola, mas um defesa locomotiva tirou a bola sob o risco do golo, fazendo o esférico ganhar altura. Foi assim que Chireque continuou a acreditar que podia finalizar, momento em que Soarito fez contacto com o avançado anfitrião, que caiu na área. António Munguambe assinalou grande penalidade, bem marcada por Luís, para o 1-0.

O banco técnico locomotiva não se conformou com a decisão e protestou com veemência e, na sequência, Nyirenda teve ordens para abandonar o campo.

A superioridade da equipa do Songo continuou inquestionável, obrigado o Ferroviário entender que tinha que por ordem no seu jogo. Por isso fez entrar Dayo, aos 31 minutos, e a partir dai a equipa do Chiveve passou a atacar mais e quase chegou ao golo aos 45 minutos, depois de uma jogada em que a defesa da União tremeu, valendo o corte providencial de Mano.