Golaço de Jacob dignifica Chiveve

Era uma missão difícil, que quase tomava contornos do impossível. A derrota sofrida na RD Congo, há três semanas, tornava a situação bastante complicada para o Ferroviário da Beira, mesmo tendo em conta o facto de evoluir no seu reduto, diante do seu público e de milhões de moçambicanos que se juntaram aos “locomotivas”, pois era o nome do país que estava em causa.

O AS Vita tinha estas premissas bem presentes na sua deslocação à Beira. Ou seja, era preciso gerir a vantagem de Kinshasa, ao mesmo tempo que procuraria fazer um golo que lhe desse tranquilidade, porque jogava fora de portas. Deste modo, Florent Ibonga manteve o “onze” de há três semanas, procurando explorar a motivação que trazia, frente a um Ferroviário que estava “amputado”, em razão de não poder contar com Cufa e Elísio, duas peças bastante fundamentais na manobra defensiva do conjunto de Lucas Barrarijo.

É certo que, tanto Emídio como Henry, nenhum dos dois claudicou no 4x3x2x1 adoptado, conseguindo controlar e mesmo reprimir a veleidade do extremo direito Mubele, autor de dois dos três golos de Kinshasa. E foi, de facto, o Ferroviário quem entrou a mandar no jogo, com a possibilidade de, muitas vezes, Maninho poder estar mais no ataque do que propriamente na intermediária, de onde deveria partir, quando a sua equipa partisse para a ofensiva, de forma a juntar-se a Nelito, muitas vezes só entre os centrais da turma congolesa. E esta postura podia ter trazido resultados muito mais cedo, quando o próprio Maninho, aos sete minutos, terminou de forma defeituosa o centro de Reinildo, do lado esquerdo do ataque “locomotiva”, levando a bola a passar por cima da barra.